Confrangedora, foi a intervenção do deputado da Iniciativa Liberal no debate quinzenal parlamentar com o governo. Mal preparado, sem dados para argumentar no pouco tempo de debate, foi gozado e enxovalhado, pelo humor pouco habitual, mas repescado, do primeiro ministro. As promessas da ideologia liberal cada vez conquistam mais detratores.
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quarta-feira, dezembro 11, 2019
sexta-feira, novembro 01, 2019
A moda é uma merda!
Autor convidado: Joaquim Mealha Costa
E indispensável ler.Ocasionalmente, assisti e participei no bar do Cineteatro [Loulé], a uma conversa com Vítor Belanciano. Talvez há 5 ou 6 anos, ainda no período cinzento de mando dos capatazes ao serviço dos senhores financeiros, donos dos escravos do nosso tempo, era sobre a cultura e a sua função... Não consigo precisar bem... Sei que a certa altura lancei para reflexão a crise dos valores humanistas, o primado da selvajaria liberal, o esmagamento dos mais fracos, culpabilizados, porque se assim estavam é porque não empreendiam, havia um mundo de sonho à sua frente, bastava vender pipocas, garantia o "embaixador" nomeado por Coelho... E a meu ver a arte e os artistas e criadores do vazio, da estética sem ética, sem causas, sem valores humanistas, sem propósitos de transformação, tem sido um instrumento para construir o estado comatoso em que nos encontrávamos e encontramos... Pareceu-me, estar de acordo... Não posso afirmar... Quantas vezes nos enganamos com o que nos aparenta serem assentimentos...!Este artigo mostra e demonstra o equívoco que continuamos a construir... É angustiante... O futebol que já vem do antigamente; o fanatismo das múltiplas seitas, pouco capazes de entender que a realidade tem múltiplas faces, veio superar Fátima; e a festa, branca, preta, com luzes, ruídos, supostamente com estética mas sobretudo anestésica. E tudo injetado como progresso. Numa sociedade em que a condição humana é degradada, embrulhada em realidades conceptuais, virtuais, em saladas de palavras torpedeadas no seu sentido...Para lerem e pensarem! Clicar na palavra sublinhada para ler a crónica de Vitor Belanciano no Público.
segunda-feira, novembro 19, 2018
O Bloco de Esquerda e o poder
Ricardo Costa, numa das suas crónicas no Expresso Diário, reafirma o papel premonitório de Louçã na estratégia de poder do Bloco de Esquerda. É evidente que, por ora, com o BE a assumir o acordo de governação parlamentar no quadro de um governo do PS, nenhum caminho a não ser a ida para o governo, seria de esperar. Mas também Louçã foi empurrado, deixem que vos diga. Nas últimas eleições legislativas, quando tinha acabado de sair do Bloco e intentava uma abrangência democrática no quadro do acordo entre o Livre e o movimento Tempo de Avançar, lembro bem a fechadura que o BE criou a qualquer acordo de governo e as críticas esquerdistas que fez ao L/TdA. Depois, foi só aproveitar os resultados. E fez bem.
terça-feira, setembro 01, 2015
A importância da História na sociologia
A análise política também se faz de um acúmulo sociológico do pensamento contemporâneo. Por isso todo o cuidado é pouco quando falamos por exemplo da crise grega, e das suas concomitantes pragmáticas. Por exemplo, uma análise das políticas do Syriza, e em particular de Alexis Tsipras, parece requerer não só um conhecimento dos presentes contextos sociais e políticos mas também uma análise cuidadosa da história, mais ou menos demarcada no seu tempo de longa duração. É isso que nos propõe Rui Bebiano. A ler (aqui) com atenção, mesmo com o sintoma das divergências ideológicas.
A crise da crítica
Se há uma crise que me preocupa deveras, ela é sobretudo a crise da crítica. Provavelmente, é a capacidade e competência em exercer uma crítica inteligente aquela que mais sofre com o mundo arrasador da crise ideológica e política. Sem ela podemos assistir à agitprop perigosa do primeiro ministro, às manifestações imberbes da discriminação e xenofobia social sobre os processos migratórios, à devastadora mobilização do pão e circo das festas de verão pagas com as 'dívidas soberanas'. Restam, no pensamento crítico, os cidadãos que se recusam a deixar de ler, pensar e fazer umas simples contas, ou os sociólogos ou cientistas sociais, que remam contra a corrente e que muitas vezes sem remos são acusados de malucos e radicais.
A propósito do que nos entra pelos olhos dentro, ou que buscamos entender do que se esconde nos bastidores da administração política, quer seja no governo da direita austeritária, ou na Câmara socialista de Loulé obriga-nos, com toda a sinceridade, a afirmar a total concordância com o João Martins. É esse caminho, da resistência inteligente, que temos que prosseguir e perguntar-mo-nos: não há ninguém que se revolte pelo facto de a tribuna do salão nobre da Câmara de Loulé ter servido de discoteca ambulante na Noite Branca? Não há ninguém que se pergunte para que serve um IKEA a devastar a reserva agrícola em terrenos próximos da via das portagens? Se não há ninguém, bardamerda! Então, temos que voltar à revolução.
domingo, agosto 30, 2015
Governo sombra
Talvez a mais interessante novidade da reentré televisiva tenha sido a presença do programa "Governo Sombra", da TVI, em horário decente ao sábado à noite. Ontem, passou à meia noite e agora em direto e com espetadores ao vivo, na mesma altura do Eixo do Mal, na Sic Notícias. Ontem, ainda sem concorrência pois o Eixo ainda está de férias e com um convidado de exceção: o brasileiro de origem portuguesa, Gregório Duvivier que conhecemos do "Porta dos Fundos" da Fox. Esperamos que, tal como vaticinou Ricardo Araújo Pereira, daqui a umas semanas este excelente programa de comentário político e humor não esteja a passar às 4 da matina.
sábado, março 21, 2015
A ministra do regime
Ter os cofres cheios e afirmá-lo lembra o velho botas Salazar, que se engrandecia de soberba com as barras de ouro no Banco de Portugal, enquanto o povo passava fome, vivia na miséria e se iluminava de iliteracia. A ministra das finanças herdou a sobranceria ideológica e o desejo do garrote explorador do velho regime fascista. E se dúvidas houvessem bastava escutar as suas paternalistas e bíblicas palavras destinadas aos jovens conservadores da JSD: "vocês são jovens, multiplicai-vos!". É certo que a exploração capitalista precisa de braços para trabalhar. Antes nas fábricas e nos campos, agora nos call center ou na emigração. Solução? Pôr esta gente daqui pra fora.
domingo, fevereiro 15, 2015
4 notas que subscrevo sobre o Tempo de Avançar
Rui Bebiano escreve algumas notas sobre a candidatura cidadã Tempo De Avançar (TdA), a partir do seu olhar na convenção fundadora a 31 de janeiro passado. Poderei estar de acordo e subscrever as suas ideias, simples, mas decisivas para que as esquerdas (sim, no plural) possam, finalmente, ter e desenvolver uma ideia e uma prática de convergência nas eleições e no poder de governação.
terça-feira, janeiro 06, 2015
Tempo de Avançar no Algarve
A candidatura cidadã avança no Algarve. No próximo sábado, dia 10, encontramo-nos todos e todas
na Sociedade Os Artistas, em Faro.
segunda-feira, dezembro 29, 2014
Demolições na Ria Formosa. E depois?
[Foto de Rui Ochôa no Expresso]
Sim, começaram as demolições de casas nas ilhas e ilhotes da Ria Formosa. Há mais de 20 anos que os sucessivos governos apregoam as demolições de construções em regiões dunares nas ilhas barreira da costa central do Algarve. E por onde começaram as demolições? Pelos ilhotes do Ramalhete (que teve a presença dos sapatos e gravata do ministro da tutela) e pelo ilhote da Cobra, pequenos resíduos de areia nos esteiros da Ria. Agora é só esperar que as máquinas cheguem às ilhas do Farol e de Faro, onde estão as casas de muitos responsáveis políticos, ex-autarcas, ex-governadores, ex-presidentes. Então vamos ver!
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Convergência das esquerdas é inevitável
Vale a pena ler a crónica de Vitor Malheiros, no jornal Público de terça feira passada. Para além de ser, e parecer, a vontade da grande maioria dos portugueses, de terminar com a austeridade e reconstruir um país socialmente aceitável, o artigo abre caminho a uma perceção cada vez mais clara: a necessidade da convergência das esquerdas. E digo-a no plural para se perceber qual é a minha posição.
Tenho a certeza de que uma maioria significativa dos portugueses deseja que, das próximas eleições legislativas, saia um novo governo que ponha em prática uma política que recuse o modelo austeritário, que defenda os interesses de Portugal na União Europeia e não os interesses dos nossos credores, que seja capaz de encontrar aliados na UE para combater as políticas europeias que põem em causa a democracia, a independência e o desenvolvimento nacional (a começar pelo Tratado Orçamental e pela TTIP-Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento), que combata de forma vigorosa as desigualdades e a pobreza, que promova uma educação e uma saúde de acesso universal, que defenda a ciência e a cultura, que combata os poderes ilegítimos e a corrupção, que promova o emprego e a dignidade do trabalho, que garanta um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, que permita enfim a todos os cidadãos uma vida decente numa sociedade democrática.
segunda-feira, novembro 24, 2014
Liderança do Bloco de Esquerda
Afinal de contas a UDP (associação política e tendência do Bloco) nãoconseguiu resgatar a liderança, mas ficou a um voto de voltar a legitimar o sectarismo do blá, blá, blá, que coloca a esquerda dentro de um castelo anexo ao PCP. Do mal o menos, vamos continuar a ter uma liderança bicéfala, mas desta vez aposto na troca de Semedo por Pedro Filipe Soares. Este fica com Catarina e aquele vai para lider parlamentar. Vamos ver o que delibera a mesa nacional no próximo fim de semana e se me dá razão.
segunda-feira, agosto 04, 2014
João Semedo e o Bloco de Esquerda
De facto a entrevista de João Semedo, líder
do Bloco de Esquerda, ao semanário Sol,
diz mais do que parece. A primeira constatação é a de que a ideia de
influenciar a governação passa apenas por propor ou aprovar com outros setores
da esquerda, no parlamento, legislação e princípios defensores do estado social
e de causas da modernidade: igualdade, justiça, etc. Ora, alargar essa ação
política a outras formas de governação,
com os setores mais à esquerda do PS (e sobretudo com os seus eleitores) e com
outros partidos e movimentos de convergência de esquerda, não parece ser a lógica
política do BE. Os exemplos que Semedo dá dos sucessos da sua co-liderança, são
disso exemplo.
Mas Semedo afirma aquilo que já sabe que
muita gente pensa o contrário: “O BE não é só um partido de protesto, existe
para disputar o poder”. As suas palavras indiciam exatamente o contrário, pois
a segunda parte da resposta fala numa mudança que ninguém sabe o que é. A não
ser que o BE perspetive uma aliança com o PCP com vista ao poder, com o qual,
segundo ele, converge diariamente no parlamento. Semedo esquece (tendo sido
militante do partido, é estranho) que o PC está recluso da/na sua fortaleza,
jogando com os sindicatos a sua força política nas eleições, e não está
interessado em nenhum acordo com o Bloco. Aliás Oliveira, seu líder parlamentar,
disse-o há dias a propósito das eleições presidenciais.
Quanto ao ex-líder Louçã, Semedo afirma-se
autónomo da sua influência, mas toda a gente vê uma liderança à distância.
Louçã afirma-se nos media como um
político de convergências alargadas (manifesto dos 74, manifesto dos
economistas, blogue do jornal Público),
mas nas posições internas como um político de reduções radicais fechadas. E o
BE navega nesse caminho.
Nas páginas do semanário citado acima, outros
artigos dão conta de um movimento de esquerda com vista à defesa, nas próximas
eleições legislativas, de uma plataforma política de esquerda alargada e
aberta. Bons ventos de sudoeste!
quinta-feira, julho 24, 2014
Evitar hoje os amanhãs que cantam
A propósito do meu post abaixo, e na convergência de pensamentos à esquerda, cito um extrato da 2ª parte de um texto de Rui Bebiano. É bom perceber que existem muitas similitudes de ideias por este país fora, o que nos dará esperanças. Assim vamos lá.
O que se prevê para um futuro próximo é a apresentação ao eleitorado de diversas propostas no campo da esquerda. Propostas sem qualquer intenção de unir, mas sim de aproximar no que é essencial. Plurais como nunca, e abertas à mobilização e ao debate dos programas e dos compromissos que envolvem o jogo eleitoral. O surgimento no terreno de forças como o Fórum Manifesto, o que resta do Manifesto 3D e do Congresso Democrático das Alternativas, o Livre ou o PAN só é mau se não for possível um entendimento na diversidade. Mas neste jogo o Bloco de Esquerda terá um papel a desempenhar. Resta saber se alinhado no lado dos que se centram no diagnóstico, ou na imaginação de uma terapia, mas ignoram a cura, diferida para uns quaisquer «amanhãs que cantam». Ou no daqueles que procurarão sempre, independentemente das suas convicções – levadas quando necessário também para a rua e para o protesto –, encontrar em comum um compromisso imediato para minimizar a desgraça e retomar a expectativa de uma vida melhor.Ler o texto integral aqui.
segunda-feira, julho 21, 2014
E agora, algo completamente diferente!
Por uma porta se entra, por uma porta se sai.
(Esta é a minha reflexão de desvinculação do Bloco de
Esquerda)
1. Aderi ao Bloco de Esquerda nos inícios de
2010. Antes tinha feito um tirocínio de simpatizante no período que precedeu as
eleições autárquicas de 2009. Fi-lo como conhecedor das posições programáticas
e ideológicas do BE e pela relação de amizade com muitos dos seus aderentes.
2. Entre 1973 e 1982 fui simpatizando e
militando de várias formas entre o CMLP, o PUP, a UDP, o PCP(R), um caminho que
me pareceu sempre coerente. Em 1982, numa altura em que tinha responsabilidades
regionais, em divergência com a direção do último partido saí. Na altura
pensava que a ideologia sectária e controleira não augurava nada de bom e o
fechamento num obreirismo dogmático (sem classe operária) caminhava para um
definhamento previsível. Como se pode perceber, para este peditório já dei o
que tinha a dar. Não quis ter razão antes de tempo, mas muitos como eu pensaram
o mesmo.
3. Quando o BE surgiu quase não dei por ele.
As minhas preocupações centravam-se na militância cultural e educativa, das
quais acabei por fazer a minha vida social e profissional, como ainda hoje o
faço. Não votei em muitas eleições, por razões de consciência livre e de
desconfiança dos partidos tradicionais, embebido em ações e movimentos que me
pareciam mais interessantes como o desenvolvimento local, a nova museologia, ou
o renascimento cultural popular.
4. Para além das causas de género, sociais e de
rutura, que o BE desenvolveu e que me atraíram, foi o pensamento inquieto de
uma pessoa livre e que conheci bem - mais como amigo, jornalista, professor,
animador, grande leitor e companheiro de férias em Tavira, do que como
dirigente do Bloco - que me seduziu. O Miguel Portas deve ter sido o autor
indireto de muitas destas reflexões que agora se fazem, como foi o responsável
por grande parte da linha de abertura a novidades, tolerâncias, convergências,
e a quem o Bloco deve muito.
5. A minha atividade partidária quase se
reduziu ao território local. Já não tenho paciência para debates estéreis sobre
cultos, estratégias, controlos, refluxos, culpabilizações exógenas, teorias dos
poucos mas bons, e dos amanhãs que cantam. Quero viver hoje, porra!, como dizia
o Zé Mário. E mesmo que pelo caminho fiquem líderes putativos do socialismo
popular e de esquerda, como disse ainda há dias o Daniel Oliveira. Assim, pouco
ou nada me envolvi na região, em reuniões ou assembleias. O que dei em Loulé
foi o que podia e sabia, sempre com a noção de que haveria que mudar a gestão
do município, retirá-lo à direita, mas também desenvolver um trabalho político
e cultural, nas áreas sociais, educativas, culturais, fora do espaço redutor
dos debates fechados nas autarquias. Quanto a isso, vou fazendo o que posso e
sei.
6. Nas últimas eleições autárquicas defendi,
com outros companheiros, a proposta de não concorrer à Câmara, de forma a
destronar o PSD, mantendo e reforçando a nossa posição de oposição clara na
assembleia municipal. Essa posição foi grandemente maioritária em assembleia de
aderentes, tal como foi inscrita em ata da mesma. Ressalvando todas as
opiniões, o certo é que o PS não é a mesma coisa que o PSD, mas o purismo
confunde sempre alhos com bugalhos. O que é claro é que a afirmação do BE se
fará sempre na ação direta nos espaços e movimentos sociais locais, e só isso
permitirá ganhos políticos na assembleia, em defesa dos cidadãos mais
desfavorecidos. Se não participarmos na defesa da escola pública, na manutenção
do serviço nacional de saúde, na construção de mecanismos de emergência social,
ou na defesa da transparência dos apoios culturais, sociais ou desportivos, nem
alargamos base de apoio político, nem recebemos reconhecimento social.
7. Sempre vi a minha contribuição a correr
mais por fora do que por dentro. O meu
envolvimento na luta contra as portagens ou na defesa dos serviços de saúde em
Loulé (pelo menos na 1ª manifestação) foi pautado pela ideia de convergência
alargada a setores da sociedade civil, autarquias, associações, cidadãos e
cidadãs. Mais do que a preocupação de nos servirmos para angariar aderentes, o
meu desejo foi o de ganhar batalhas pequenas com gente grande. Particularmente
na Comissão de Utentes da Via do Infante, de que hoje estou quase afastado, pois
vejo a sua ação cada vez mais restrita a um grupo bloquista, sem convergências
a setores de esquerda na região, mesmo tendo consciência de que nem todos
defendemos o mesmo em cada momento.
8. Nas recentes eleições para o parlamento
europeu votei Livre, como livre que sou. E são muitos os motivos para tal: o
reconhecimento de uma vertente ética do Rui Tavares, que conheci noutros
meandros, a abertura à participação de simpatizantes e amigos, a defesa de
princípios alargados de convergência na Europa. E também a defesa de primárias,
para contrariar o voto de braço no ar e o sindicato eleitoral de uma monarquia
instalada, que escolhe unilateralmente quem quer. Ao contrário defendo uma
participação alargada de toda a gente que queira estar connosco, aquilo que
Semedo chama de ‘modernices’ e ‘populismo’.
9. Finalmente, quero dizer que sempre estarei
disponível para os projetos políticos de esquerda que achar meritórios, em
defesa de uma sociedade mais justa e mais igual, que urge hoje e não nas
calendas do socialismo, e para os quais queiram aceitar os meus simples
contributos.
Loulé, 19 julho 2014
Helder Faustino Raimundo
Aderente do BE nº 8356
Concelhia de Loulé/Distrito de Faro
terça-feira, março 04, 2014
Um país que recupera o capital explorador
A crónica de Vitor Malheiros, como é habitual, desmonta o significado da campanha do PSD sobre o estado de 'desenvolvimento e crescimento' de Portugal, na verdade a recuperação do capital e a destruição da classe média e da juventude:
O que Luís Montenegro quis dizer foi que "A vida do povo não está melhor, mas a vida da oligarquia que manda no país está muito melhor". Foi por isso que se congratulou. Porque ele faz parte dela (ler aqui).
domingo, março 02, 2014
Relvas
Agora que o senhor Relvas voltou ao aparelho do PSD, regressou também ao meu toque de telemóvel. Eu bem sabia que não o deveria apagar.
sábado, janeiro 11, 2014
As vaias ao 1º ministro
O primeiro-ministro Passos Coelho foi recebido com apupos e vaias na sede do PSD em Loulé. Jovens socialistas, recentemente eleitos para a comissão política de Loulé juntaram-se ao protesto (link).
Para furar o boicote da comunicação social a esta iniciativa popular, deixo aqui os poucos minutos da notícia da RTP (link).
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quinta-feira, dezembro 05, 2013
Suspensão das portagens na A22/Via Infante de Sagres
Amanhã, dia 6 de dezembro, a Assembleia da República discute a 2ª petição antiportagens na Via do Infante. Há quase um ano a CUVI - Comissão de Utentes da Via do Infante - entregou na AR cerca de 15 mil assinaturas a solicitar a suspensão das portagens na A22/Via Infante de Sagres. Para que a petição possa ser alvo de votação, os grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista apresentam projetos de lei e de resolução. O Algarve aguarda com expetativa a deliberação do parlamento, sabendo de antemão que a continuação da taxação de portagens darão mais contributos para a morte social e económica do Algarve. Cerca de duas dezenas de algarvios e algarvias estarão presentes nas galerias da AR a assumir a sua cidadania.
sábado, novembro 23, 2013
O Estado e a Esquerda
Mas há uma cultura instalada de dependência do Estado que não autoriza, sequer, que se raciocine. Vem de muito longe, mas foi cimentada com o salazarismo, o gonçalvismo e o Portugal dos dinheiros europeus.
Esta citação, retirada da crónica de Miguel Sousa Tavares no Expresso de 9 de novembro, a propósito da análise ao ataque ao funcionalismo público no quadro do pagamento da crise, pode parecer uma marca de direita, mas não é. De facto, num contexto de crise estrutural do segundo pós-guerra, depois de ter sido inventado o estado providência e da social-democracia ter desenvolvido um estado social forte, não mais se deixou de pensar no estado como a última fortaleza dos direitos sociais dos trabalhadores. Agora que a classe operária desapareceu, no seu formato clássico, e quase todos nós somos assalariados do estado, o nosso pensamento molda-se a partir de uma visão estadocêntrica, como refere Rui Canário. Esta visão, muito longínqua das velhas ideologias anarquistas e anarco-sindicalistas (que afirmavam "Nem patrões, nem Estado"), tem marcado toda a análise de esquerda sobre as sociedades e, provavelmente, tem contribuído para uma incapacidade crítica de pensamento e de transformação social.
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