Mostrar mensagens com a etiqueta política internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta política internacional. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, maio 10, 2007

O Tiranozinho

(…) Todo o brasileiro nasceu mais ou menos para ser um tiranozinho em qualquer cousa, e é feito guarda-civil ou ministro da Justiça, cabo de destacamento ou chefe de polícia, guarda fiscal ou presidente da República – trata logo de pôr pessoalmente em ação a autoridade de que está investido pelo Estado místico.
Então, quando é presidente da República, é que se vê bem o que pensa sobre princípio de autoridade, um brasileiro qualquer de Uruburetama ou Perdizes, afinal de qualquer lugarejo por aí. Apossa-se dele logo um delírio cesariano e a sua autoridade que é limitada e contrabalançada, ele a transforma em ilimitada e sem peias, tal e qual a de um Tibério, a de um Nero ou a de um Calígula. Não têm nunca a marca de grandeza os seus desvarios de poder; são chatos, são medíocres; mas é que eles não são Césares e nós o Império Romano (…).

Lima Barreto, O Encerramento do Congresso, 14 de Janeiro de 1922.
Conversa de Burros, Banhos de Mar
, Cotovia, 2006.
A propósito disto.

Tempo de Timor VII

Apesar de muitas vozes discordantes, parece que eu tinha razão, quando vaticinava a vitória de Ramos Horta nas eleições para a presidência timorense.

terça-feira, abril 10, 2007

Tempo de Timor V

O médico e artista plástico Vicente de Brito foi um dos pintores convidados para a iniciativa que estou a recordar há uns dias [ver este post]. No fim da manhã, depois de pintores, escultores e performers terem desenvolvido os seus trabalhos - de que se dará conta em próximas entradas - fomos todos almoçar ao restaurante Flor da Praça, local habitual de comida e tertúlias do pessoal da Câmara. Aliás, julgo que foi a autarquia que custeou as refeições, pois claro. Durante o almoço o Vicente de Brito desenhou-me de perfil, ainda com o boné vermelho da CIN, a empresa que nos ofereceu todas as tintas e pincéis, necessários ao evento.

segunda-feira, abril 09, 2007

Tempo de Timor IV



Foi esta a canção que serviu de base à performance do artista Afonso Rocha, na iniciativa de apoio a Timor, que fizémos em Loulé, em 1992, uma história que vos estou a contar há alguns dias. Tive que repetir a mesma música, na cassete (Ah, velhos tempos), imensas vezes. Só assim o Afonso poderia acompanhar, com música, as pinceladas doidas que esbatia na prancha de aglomerado de madeira, colocada no passeio da avenida José da Costa Mealha nessa manhã de sábado, 8 de Fevereiro. Depois das pinceladas a vermelho e negro, o Tó Zé, um amigo nosso, simulava uns disparos contra uns estudantes que tinham vindo da Escola Secundária (gente boa, esta), os quais caíam para dentro de um caixão. O caixão foi o tour de force do Afonso, que nos obrigou a arranjá-lo. Foi o Albano que o conseguiu, em Loulé, pedido estranho a que a funerária depressa aludiu. Sem tal peça, ele (artista sempre exigente) nada faria. Mas a malta lá providenciou o caixão e a música "Timor", dos Trovante, que aqui se dá a ouvir para acompanhar esta memorialística.
*
[nota às 9.49h de 3ª: parece que Ramos Horta lidera a contagem de votos nas eleições para a presidência de Timor]

domingo, abril 08, 2007

Tempo de Timor III

(clicar na imagem para ver em tamanho maior)

A iniciativa de solidariedade com Timor, de que tenho vindo a falar, mobilizou um vasto conjunto de artistas plásticos (pintores e escultores), de poetas, músicos e performers, que fizeram do sábado, dia 8 de Fevereiro de 1992, um dia realmente excepcional em Loulé. No grupo da instalação escultórica, participou ainda Afonso Rocha, que nos obrigou a arranjar um caixão para uma performance na avenida José da Costa Mealha, e a tocar vezes sem conta o tema "Ai Timor", dos Trovante. Mas isso é uma história que contarei mais tarde.
Lembro-me de ter reunido com o Vitor Picanço, o Adão Contreiras e o Hermínio Pinto da Silva, na Galeria Margem, já um prestigiado espaço cultural de Faro, dirigido pelo meu amigo Adão. A conversa girou mais à volta dos materiais a utilizar, porque eu queria materiais diferentes (madeira, pedra, ferro), mas eles foram mais do que solidários comigo. Quanto ao Afonso Matos, fui encontrar-me com ele no bar de um amigo meu, o Morbidus, ali na rua do crime, em Faro, ainda nessa noite e com umas cervejas a ajudar. A história das instalações, muito activas, destes meus amigos será contada em breve. Sei que o Adão pode começar por dar o pontapé de saída.
*
[Adenda: o Adão deu início à sua história]

sábado, abril 07, 2007

Tempo de Timor II

Ali abaixo, falava do cartaz da iniciativa de solidariedade com Timor-Leste, realizada em Loulé, em Fevereiro de 1992. Que me lembre, foi das primeiras manifestações de solidariedade que aconteceram no país. E a sua origem foi tão prosaica quanto uma conversa a uma esquina pode ser. A ideia foi fabricada ali perto da rotunda da Praça da República, em Loulé, mesmo debaixo da entrada da CGD, por mim, pelo Joaquim Mealha, meu colega do Gabinete de Desenvolvimento Rural da Câmara de Loulé e pelo José Teiga, à época julgo que presidente da Casa da Cultura de Loulé e encenador do seu Teatro Análise de Loulé. O cartaz, de que vos queria falar, foi desenhado pela Erundina, por sugestão julgo que do Daniel Vieira, também professor e artista plástico, que me acompanhou a casa da artista ali para os fins da avenida José da Costa Mealha. As recusas foram quase inexcedíveis. Aquilo que os artistas dizem sempre: não têm tempo, julgam-se incompetentes, o desafio é muito exigente. Acho que a convenci quando disse que Timor é que não tinha tempo e que por isso muitos artistas iriam colaborar, o que foi mesmo verdade. E a Erundina cumpriu o prometido: fez o cartaz a tempo e horas que o Guanito, da Gráfica Comercial, imprimiu (bem como o programa). Ainda por cima um excelente cartaz.

sexta-feira, abril 06, 2007

Tempo de Timor

Em tempo de eleições democráticas em Timor, ocorre-me a memória deste cartaz e do trabalho que me deu, convencer a artista plástica, Erundina, a desenhá-lo. Amanhã conto-vos a história.

sábado, março 31, 2007

E agora Lula?

Pois é, o Lula tem sido o saco de pancada de muita gente, sobretudo pela corrupção evidente do seu Partido dos Trabalhadores. Mas eis que finalmente um dos seus projectos mais emblemáticos dá frutos: mais de metade da população brasileira deixa o limiar da pobreza. São só 8 milhões, quase tanto quanto nós.

segunda-feira, março 12, 2007

Blix e Blair

Lembram-se de Hans Blix, o tal senhor que chefiou a equipa de investigação sobre a eventual presença de armas de destruição maciça no Iraque? Ele mesmo disse, hoje, que o governo de Blair alterou o relatório da sua equipa, colocando pontos de exclamação onde estavam pontos de interrogação. Qualquer coisa do género: - Blair é um aldabrão! (em vez de ?)