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quinta-feira, setembro 18, 2008

Integração nas escolas

No final do ano lectivo passado tive a oportunidade de defender, numa reunião de encarregados de educação na Escola EB 2/3 Duarte Pacheco, em Loulé, que a integração dos alunos mais novos (sobretudo os que mudam do 1º para o 2º ciclo) se faria com maior qualidade se correspondesse a um trabalho com os alunos mais velhos (sobretudo os do 9º ano). A questão parece-me simples: mobilizar e dinamizar os alunos mais velhos e responsabilizá-los como tutores dos mais novos, tendo como função principal a sua socialização na escola. Tarefas simples, como mostrar a escola, apoiar algumas tarefas administrativas, defender e integrar nos grupos de pares, são de uma importância decisiva para evitar o crescente bullying nas escolas. Na abertura do actual ano-lectivo a televisão lá mostrou uma escola, do concelho de Bragança, que adoptou pela primeira vez este mecanismo. Chamou “padrinhos” aos alunos mais velhos, talvez pelo nome estar associado mais fortemente a um conceito de protecção social. Mas o sentido do que defendo, está lá. Espero que outras escolas adoptem este modelo. E saibam porque o fazem.

terça-feira, julho 29, 2008

A história da loira

Através do serviço de busca local de blogues do Sapo, lá descobri esta pérola do JJS (link). Como o conheço, sei que fala verdade e não faz história. Bom, a história, essa é a de um concurso para uma chefia de divisão na Câmara de Loulé. Atentos, atentos...

sábado, junho 28, 2008

Para fugir do futebol, em Loulé

A partir de terça, dia 1 de Julho, a Fundação Manuel Viegas Guerreiro vai organizar um curso livre de História Contemporânea denominado “O Algarve no contexto da 1.ª República”.
Esta iniciativa pretende contribuir para um conhecimento mais aprofundado e abrangente do agitado período da 1.ª República no Algarve, traçando um retrato de época ao nível dos quadrantes social, económico, político, mental e cultural, isto na senda da política de (in)formação e difusão de conteúdos relativos à história contemporânea algarvia que a Fundação tem vindo a seguir nos últimos anos.
São treze sessões temáticas, durante o mês de Julho, entre as 18.30 e as 20.30 horas, na sala de leitura do novo Arquivo Municipal de Loulé.
Dia 1 destaco a conferência do historiador Rui Ramos (cronista do Público) sobre "A República e o seu tempo". A não perder. Os interessados podem inscrever-se neste curso através dos números de telefone 289422607 ou 916990465.

terça-feira, abril 29, 2008

[Pub]

Aqui mesmo ao nosso lado, a única livraria da cidade de Loulé (Caravana) tem um espólio de livros a preços de ocasião. Quase todos do catálogo da distribuidora Sodilivros, conhecida pela venda em feiras e livrarias de retalho, lá estão dezenas de livros entre 1 e 7 euros: banda desenhada, romance, ensaio, técnicos. Não resisti ao «Belos Cavalos» do Cormac McCarthy, da Teorema e a dois ensaios de prestígio, um sobre Os Ciganos e outro sobre a história de vida do Chefe Sioux, Alce Negro, ambos da editora Antígona. Aliás queria chamar a atenção para o excelente conjunto de livros desta editora, à disposição dos leitores. Não lê mesmo, quem não quer...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Boas novas

Em várias reuniões de pais e encarregados de educação, tenho sugerido que se use com maior eficácia as plataformas tecnológicas hoje à disposição das escolas. É uma forma de manter a comunidade escolar melhor e mais rapidamente informada dos vários aspectos relativos à educação dos filhos. Estão neste caso, materiais como a legislação sobre os alunos ou regulamentos de avaliação de escolas, para além de informações já mais vulgarizadas na net, como os horários das turmas, avaliações e informações educativas. Por tudo o que tenho defendido, fico contente quando recebo informação do conselho executivo do Agrupamento de Escolas Duarte Pacheco, sobre a disponibilidade, em linha, das novas alterações ao estatuto do aluno do ensino não superior. E a informação está lá para quem a quiser consultar (link).
A informação cibernética é fundamental para a aproximação dos pais à escola, em vez de os afastar. E, em particular, contribui para uma participação mais conhecedora e educadora.

terça-feira, janeiro 22, 2008

lua, luar

Lua a nordeste de Loulé, há duas horas atrás.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Leitura de imprensa

É um dos clássicos da colaboração em A Voz de Loulé. O Dom Finório, que ocupa sempre um cantinho na última página do jornal, é uma espécie de coruja/mocho sabichão que opina sobre tudo: estradas, detergentes, política, orçamentos, livros. Tudo o que se possa pensar. E é sempre bem escrito, pela pena de Francisco Inez. Deixo-vos o último para que confirmem:

Já agora, não perca a última coluna de Pacheco Pereira no Público. Pode ler no blogue do autor.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Crónica em «A Voz de Loulé»


A Voz de Loulé entre o papel e a rede

A Voz de Loulé faz hoje 55 anos. O que dizer de um jornal que atravessa a 2ª metade do século XX e já se espraia por um novo? Bom, em primeiro lugar reconhecer que é muito tempo e motivo de satisfação. Devo reconhecer que, ao escrever estas linhas, eu também estou a escrever sobre mim, sobre o meu tempo, pois as nossas idades andam bem mais próximas do que se pensa. É o momento de endereçar os parabéns, a altura em que toda a gente diz que a Voz de Loulé é um marco da terra, um emblema do concelho. Pois é. Mas o jornal é também um daqueles produtos do século passado, uma construção cultural da escrita e da produção de conhecimento literário. Uma tribuna para dar a conhecer a política do estado novo, os melhoramentos da terra, as novas estradas e avenidas, o carnaval, o ciclismo, as remessas de emigrantes, a necrologia dos parentes, os anúncios e editais. Mas, também já o disse aqui, a poesia, a história, o conto. Mais tarde o futebol, a popularização das arengas da bola e dos novos estádios. A Voz de Loulé é isso tudo e, como todas as construções culturais, um produto em trânsito e dilema. Hoje, é um jornal que se constrói a si próprio, com a participação de amigos e colaboradores, página a página. Se carece de reportagem e de notícias, ele enche-se de crónicas e de comentários, colunas sociais, políticas e fiscais. Se necessita de tratamento de notícia, ele permeia-se de opinião e de entrevista. É o resultado do seu tempo e do seu lugar.

Passaram 55 anos. E, na verdade, se exceptuarmos a cor e uma maior parafernália fotográfica, ou mesmo as máquinas de processamento e de impressão, pouco mudou. Meio século é pouco, convenhamos. Mas é verdade que a imprensa escrita está, cada vez mais, numa encruzilhada. Grande parte dos seus leitores está, hoje, sentado em frente ao monitor e a ler as notícias em linha, de forma mais rápida e eficaz; e económica, talvez. A possibilidade de participação, dos leitores, nos sítios on-line dos jornais é notória, através de comentários e fóruns de interactividade, à medida de um simples clic. Uma participação cidadã, mais activa e mobilizadora dos leitores, é procurada, cada vez mais, pelos gestores dos media actuais. Os exemplos do canal televisivo de Al Gore e do jornal “Público”, de Espanha, são casos paradigmáticos do que afirmo. Também a vulgarização do filme digital e do vídeo, e a sua concomitante divulgação na rede, permitem possibilidades jornalísticas incomensuráveis, como sabemos.

O que fazer, então? Dizem-me que ninguém, nem nada, pode retirar o prazer da leitura de um jornal sopesado entre as mãos. É verdade. Nós próprios, mesmo lendo (ou ouvindo) em linha diversas publicações, entre revistas, jornais, blogues, podcasts, vídeos e o demais que a Web proporciona, também compramos e lemos jornais e revistas, portugueses ou espanhóis, às vezes brasileiros ou americanos. Então, onde está o problema? Bom, o problema é que os jornais, como qualquer produto cultural, estão sujeitos a mudanças, a reposicionamentos enquanto objectos de consumo cultural. E precisam de encontrar novos caminhos. Se olharmos para o Algarve isso é notório, com a procura de novos formatos para a imprensa escrita. No concelho de Loulé, pelo menos três jornais têm sítios on-line e que conste, o facto não lhes retirou leitores para o formato papel. Quando isso acontece, é claro que a contrapartida é sempre mais vantajosa, através da presença dos leitores nos espaços participados da rede. E já agora poderia falar da publicidade, mas isso é outra história.

Pois bem, os novos caminhos da imprensa já estão escritos, e trilhados, por agora e por muita gente. Pois, no futuro, também já o sabemos: a imprensa escrita tal como a conhecemos hoje desaparecerá, envolta num misto de rede conexa de vários formatos tecnológicos. Para bem do leitor, claro.

A Voz de Loulé, 1 Dezembro 07

quarta-feira, novembro 07, 2007

José Carlos Fernandes

José Carlos Fernandes - nosso conterrâneo e amigo -, voltou a ganhar prémios no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA, 18ª edição).
O álbum Tratado de Umbrografia (que aqui já tínhamos referido), com argumento seu e desenho de Luís Henriques, arrecadou quatro prémios: melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho português e ainda o Prémio Juventude.
O livro é o primeiro de seis volumes da colecção Black box stories, com argumentos de José Carlos Fernandes e desenho de vários autores.


terça-feira, outubro 23, 2007

Poesia de Casimiro de Brito

O poeta louletano - e nosso amigo - Casimiro de Brito estará presente no festival de Poesia Sidaja/Trieste, entre os dias 25 e 28 de Outubro próximos. Num tributo a Umberto Saba e Virgilio Giotti, Casimiro lerá o poema 363, fragmento da obra Arte de Bem Morrer, a editar ainda este ano:

363

Ascendo à falésia interior do meu corpo
tal uma canção perdida, um ritmo cantando na manhã
que na fonte amada irrompe
mas sou eu quem arde e crepita. O amor
é um lugar cintilante onde, por vezes,
a dor cai; um insecto, sob a luz,
basta; e pedras que foram diamante
desmoronam-se diante dos teus ossos
embaciados. E pesa como chumbo
o que foi água; e resvala como a água
a pedra que em repouso parecia. Ó escola de enredos
e de jogos que precedem a febre do amor,
ó saudade nocturna de quem bebeu o vinho e perdeu
a boca. Nas andanças do corpo a canção
ora vai na onda, ora apodrece
na praia deserta. E esse que foi lume e se funde
com os fungos da terra
já não se deita para o amor mas apenas
no júbilo da morte silenciosa
se deita.

sábado, outubro 20, 2007

As árvores morrem de pé

no concelho de Loulé:

quinta-feira, outubro 04, 2007

Unicer

Ouvi a notícia esta noite (escrevo de madrugada): a Unicer, de Loulé, vai fechar ainda este mês e com ela ficam desempregados 62 trabalhadores. Na SicNotícias, Ana Drago do BE, picou Nuno Melo do CDS, porque Pires de Lima, um dos seus dirigentes, é o homem forte (o velhaco, diria eu) da Unicer. Alguns blogues de Loulé dão notícia do encerramento da fábrica da velha cerveja Marina: ler Sebastião e Covil dos Filipes.
Realmente vale a pena perguntar: a Câmara fará alguma coisa, neste Allgarve?
Adenda às 23.50h: como noticia o barlavento online o presidente da Câmara de Loulé esteve presente no plenário de trabalhadores hoje efectuado, no qual foi decidido fazer vigílias em data a anunciar.

domingo, setembro 30, 2007

Chuva

Chove, hoje, em Loulé, lavando ruas vazias e almas penadas de Leste, à espera das 7h da manhã de segunda-feira. Provavelmente, estarão todos em Quarteira, lendo os jornais de fim-de-semana (eles) e as revistas do coração (elas), dentro dos carros, a olhar o mar e o calçadão importado. Até logo!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Limpeza da casa

Dei uma limpeza no side bar do blogue, cheio de poeiras antigas e algumas urtigas. Alguns dos blogues em que colaborava, com alunos ou colegas docentes, foram retirados porque pontuais e desactivados. Ficaram apenas os que administro, na minha escola. Foi feita uma actualização nas secções dos media (jornais e revistas). Os "livros na cabeceira", que são sempre muitos e se renovam com fulgor (matéria impossível de ir ajustando na barra), foram substituídos por "livro de cabeceira", com direito a foto num post de mudança:

Foi criada uma nova secção, o "Blogue destacado", que mensalmente figurará na barra até ser colocado, ou não, na lista de blogues, mais abaixo. Por agora, o destaque vai para Covil dos Filipes, um blogue de Loulé (não é todos os dias que se descobrem), no servidor do Sapo (cada vez mais interessante), no qual criei o meu primeiro blogue há quase 4 anos. A lista de blogues também foi actualizada, merecidamente.

quarta-feira, julho 04, 2007

Festival Med

Em breve escreverei sobre o Festival Med, enquanto paradigma de uma certa mercadorização cultural das raízes mediterrânicas. Um equívoco, a meu ver e que não durará muito. Entretanto, pode-se ir lendo algo por aqui.

domingo, junho 24, 2007

Coisas do dia

Manhã cedo na Praia das Dunas Douradas.

Ganhar ao Sporting é bom, mesmo que seja em futebol de praia.
(fotos de Deanna Raimundo/cenografia de Tomás e Daniel Raimundo)

domingo, junho 17, 2007

Tradições III

O que disse aqui, há uns dias, começa a perceber-se. Por esta via soube do texto sobre as "marchas populares" de Quarteira, encenadas como representativas e genuínas das localidades ribeirinhas. O interessante é verificar que os dois pontos de vista - apesar de diferentes - são farinha do mesmo saco: tradições bem, ou mal, inventadas, não deixam de ser construções culturais. E qualquer que seja a sua tipologia, esta servirá sempre os interesses de qualquer poder.

sexta-feira, junho 08, 2007

Aqui ao lado

António Almeida, muito mais ao ataque do que à "defesa", na freguesia de S. seBASTIÃO.

quinta-feira, junho 07, 2007

A capital da cultura

Em Julho e Agosto, no Allgarve Edition (expressão que já comentei aqui), Lila Downs, Bryan Ferry, Elvis Costello, Lloyd Cole, Vaya con Dios, Vicente Amigo e outros. Um programa nada despiciendo de cantores e compositores. O que é curioso é que, com excepção de Vaya e Amigo, todos os concertos se realizam no concelho de Loulé. É difícil bater o peso económico e político deste concelho do centro do Algarve. Claro que a Câmara, aqui, tem um papel estratégico fundamental de reversão política. Mas não se pode ignorar que o programa em causa, somado ao IV Festival Med, ao 13º Festival de Jazz de Loulé e a muitos outros eventos, faz de Loulé a capital cultural do Algarve. Algo que já vem de outros tempos, recordam-se?

terça-feira, maio 08, 2007

Fragmentos de Babel


5
Palavras: conchas milenárias carregadas de som
e de conhecimento.