No final do ano lectivo passado tive a oportunidade de defender, numa reunião de encarregados de educação na Escola EB 2/3 Duarte Pacheco, em Loulé, que a integração dos alunos mais novos (sobretudo os que mudam do 1º para o 2º ciclo) se faria com maior qualidade se correspondesse a um trabalho com os alunos mais velhos (sobretudo os do 9º ano). A questão parece-me simples: mobilizar e dinamizar os alunos mais velhos e responsabilizá-los como tutores dos mais novos, tendo como função principal a sua socialização na escola. Tarefas simples, como mostrar a escola, apoiar algumas tarefas administrativas, defender e integrar nos grupos de pares, são de uma importância decisiva para evitar o crescente bullying nas escolas. Na abertura do actual ano-lectivo a televisão lá mostrou uma escola, do concelho de Bragança, que adoptou pela primeira vez este mecanismo. Chamou “padrinhos” aos alunos mais velhos, talvez pelo nome estar associado mais fortemente a um conceito de protecção social. Mas o sentido do que defendo, está lá. Espero que outras escolas adoptem este modelo. E saibam porque o fazem.
quinta-feira, setembro 18, 2008
terça-feira, julho 29, 2008
A história da loira
sábado, junho 28, 2008
Para fugir do futebol, em Loulé
A partir de terça, dia 1 de Julho, a Fundação Manuel Viegas Guerreiro vai organizar um curso livre de História Contemporânea denominado “O Algarve no contexto da 1.ª República”.
São treze sessões temáticas, durante o mês de Julho, entre as 18.30 e as 20.30 horas, na sala de leitura do novo Arquivo Municipal de Loulé.
Dia 1 destaco a conferência do historiador Rui Ramos (cronista do Público) sobre "A República e o seu tempo". A não perder. Os interessados podem inscrever-se neste curso através dos números de telefone 289422607 ou 916990465.
terça-feira, abril 29, 2008
[Pub]
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Boas novas
A informação cibernética é fundamental para a aproximação dos pais à escola, em vez de os afastar. E, em particular, contribui para uma participação mais conhecedora e educadora.
terça-feira, janeiro 22, 2008
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Leitura de imprensa
Já agora, não perca a última coluna de Pacheco Pereira no Público. Pode ler no blogue do autor.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Crónica em «A Voz de Loulé»

A Voz de Loulé entre o papel e a rede
A Voz de Loulé faz hoje 55 anos. O que dizer de um jornal que atravessa a 2ª metade do século XX e já se espraia por um novo? Bom, em primeiro lugar reconhecer que é muito tempo e motivo de satisfação. Devo reconhecer que, ao escrever estas linhas, eu também estou a escrever sobre mim, sobre o meu tempo, pois as nossas idades andam bem mais próximas do que se pensa. É o momento de endereçar os parabéns, a altura em que toda a gente diz que a Voz de Loulé é um marco da terra, um emblema do concelho. Pois é. Mas o jornal é também um daqueles produtos do século passado, uma construção cultural da escrita e da produção de conhecimento literário. Uma tribuna para dar a conhecer a política do estado novo, os melhoramentos da terra, as novas estradas e avenidas, o carnaval, o ciclismo, as remessas de emigrantes, a necrologia dos parentes, os anúncios e editais. Mas, também já o disse aqui, a poesia, a história, o conto. Mais tarde o futebol, a popularização das arengas da bola e dos novos estádios. A Voz de Loulé é isso tudo e, como todas as construções culturais, um produto em trânsito e dilema. Hoje, é um jornal que se constrói a si próprio, com a participação de amigos e colaboradores, página a página. Se carece de reportagem e de notícias, ele enche-se de crónicas e de comentários, colunas sociais, políticas e fiscais. Se necessita de tratamento de notícia, ele permeia-se de opinião e de entrevista. É o resultado do seu tempo e do seu lugar.
Passaram 55 anos. E, na verdade, se exceptuarmos a cor e uma maior parafernália fotográfica, ou mesmo as máquinas de processamento e de impressão, pouco mudou. Meio século é pouco, convenhamos. Mas é verdade que a imprensa escrita está, cada vez mais, numa encruzilhada. Grande parte dos seus leitores está, hoje, sentado em frente ao monitor e a ler as notícias em linha, de forma mais rápida e eficaz; e económica, talvez. A possibilidade de participação, dos leitores, nos sítios on-line dos jornais é notória, através de comentários e fóruns de interactividade, à medida de um simples clic. Uma participação cidadã, mais activa e mobilizadora dos leitores, é procurada, cada vez mais, pelos gestores dos media actuais. Os exemplos do canal televisivo de Al Gore e do jornal “Público”, de Espanha, são casos paradigmáticos do que afirmo. Também a vulgarização do filme digital e do vídeo, e a sua concomitante divulgação na rede, permitem possibilidades jornalísticas incomensuráveis, como sabemos.
O que fazer, então? Dizem-me que ninguém, nem nada, pode retirar o prazer da leitura de um jornal sopesado entre as mãos. É verdade. Nós próprios, mesmo lendo (ou ouvindo) em linha diversas publicações, entre revistas, jornais, blogues, podcasts, vídeos e o demais que a Web proporciona, também compramos e lemos jornais e revistas, portugueses ou espanhóis, às vezes brasileiros ou americanos. Então, onde está o problema? Bom, o problema é que os jornais, como qualquer produto cultural, estão sujeitos a mudanças, a reposicionamentos enquanto objectos de consumo cultural. E precisam de encontrar novos caminhos. Se olharmos para o Algarve isso é notório, com a procura de novos formatos para a imprensa escrita. No concelho de Loulé, pelo menos três jornais têm sítios on-line e que conste, o facto não lhes retirou leitores para o formato papel. Quando isso acontece, é claro que a contrapartida é sempre mais vantajosa, através da presença dos leitores nos espaços participados da rede. E já agora poderia falar da publicidade, mas isso é outra história.
Pois bem, os novos caminhos da imprensa já estão escritos, e trilhados, por agora e por muita gente. Pois, no futuro, também já o sabemos: a imprensa escrita tal como a conhecemos hoje desaparecerá, envolta num misto de rede conexa de vários formatos tecnológicos. Para bem do leitor, claro.
A Voz de Loulé, 1 Dezembro 07
quarta-feira, novembro 07, 2007
José Carlos Fernandes
José Carlos Fernandes - nosso conterrâneo e amigo -, voltou a ganhar prémios no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA, 18ª edição).O álbum Tratado de Umbrografia (que aqui já tínhamos referido), com argumento seu e desenho de Luís Henriques, arrecadou quatro prémios: melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho português e ainda o Prémio Juventude.
O livro é o primeiro de seis volumes da colecção Black box stories, com argumentos de José Carlos Fernandes e desenho de vários autores.
terça-feira, outubro 23, 2007
Poesia de Casimiro de Brito
363
Ascendo à falésia interior do meu corpo
tal uma canção perdida, um ritmo cantando na manhã
que na fonte amada irrompe
mas sou eu quem arde e crepita. O amor
é um lugar cintilante onde, por vezes,
a dor cai; um insecto, sob a luz,
basta; e pedras que foram diamante
desmoronam-se diante dos teus ossos
embaciados. E pesa como chumbo
o que foi água; e resvala como a água
a pedra que em repouso parecia. Ó escola de enredos
e de jogos que precedem a febre do amor,
ó saudade nocturna de quem bebeu o vinho e perdeu
a boca. Nas andanças do corpo a canção
ora vai na onda, ora apodrece
na praia deserta. E esse que foi lume e se funde
com os fungos da terra
já não se deita para o amor mas apenas
no júbilo da morte silenciosa
se deita.
sábado, outubro 20, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
Unicer
Realmente vale a pena perguntar: a Câmara fará alguma coisa, neste Allgarve?
Adenda às 23.50h: como noticia o barlavento online o presidente da Câmara de Loulé esteve presente no plenário de trabalhadores hoje efectuado, no qual foi decidido fazer vigílias em data a anunciar.
domingo, setembro 30, 2007
Chuva
quinta-feira, setembro 20, 2007
Limpeza da casa
Foi criada uma nova secção, o "Blogue destacado", que mensalmente figurará na barra até ser colocado, ou não, na lista de blogues, mais abaixo. Por agora, o destaque vai para Covil dos Filipes, um blogue de Loulé (não é todos os dias que se descobrem), no servidor do Sapo (cada vez mais interessante), no qual criei o meu primeiro blogue há quase 4 anos. A lista de blogues também foi actualizada, merecidamente.
