(clicar na imagem para ver melhor)
Na arrumação - crónica - de velhos papéis e revistas que enxameiam arquivos mortos e prateleiras na garagem e restantes espaços da minha casa, lá encontrei alguns velhos recortes que fazem as memórias e as histórias do presente. Neste caso, trata-se de um texto de José Batista (conhecido no mundo da banda desenhada como Jobat), amigo e companheiro de várias lides, já falecido. O Batista faz, no texto, o historial daquela que foi a primeira Agenda Cultural do município de Loulé, na altura designada como «Roteiro Cultural e Desportivo de Loulé» e publicada em Novembro de 1991. Nunca lhe agradeci o encómio que nos faz, a mim, ao Luís Guerreiro (RIP) e ao Joaquim Mealha Costa, dez anos depois daquela data.
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terça-feira, outubro 01, 2019
terça-feira, setembro 01, 2015
A crise da crítica
Se há uma crise que me preocupa deveras, ela é sobretudo a crise da crítica. Provavelmente, é a capacidade e competência em exercer uma crítica inteligente aquela que mais sofre com o mundo arrasador da crise ideológica e política. Sem ela podemos assistir à agitprop perigosa do primeiro ministro, às manifestações imberbes da discriminação e xenofobia social sobre os processos migratórios, à devastadora mobilização do pão e circo das festas de verão pagas com as 'dívidas soberanas'. Restam, no pensamento crítico, os cidadãos que se recusam a deixar de ler, pensar e fazer umas simples contas, ou os sociólogos ou cientistas sociais, que remam contra a corrente e que muitas vezes sem remos são acusados de malucos e radicais.
A propósito do que nos entra pelos olhos dentro, ou que buscamos entender do que se esconde nos bastidores da administração política, quer seja no governo da direita austeritária, ou na Câmara socialista de Loulé obriga-nos, com toda a sinceridade, a afirmar a total concordância com o João Martins. É esse caminho, da resistência inteligente, que temos que prosseguir e perguntar-mo-nos: não há ninguém que se revolte pelo facto de a tribuna do salão nobre da Câmara de Loulé ter servido de discoteca ambulante na Noite Branca? Não há ninguém que se pergunte para que serve um IKEA a devastar a reserva agrícola em terrenos próximos da via das portagens? Se não há ninguém, bardamerda! Então, temos que voltar à revolução.
sábado, março 28, 2015
Tolerância religiosa
Já há algum tempo que gostaria de ter escrito aqui o exemplo de ecumenismo, ou poderia dizer de tolerância religiosa, dado pela Câmara de Loulé ao anunciar, na sua Agenda mensal, as liturgias de confissões religiosas que não as católicas. Cumpre-se assim o dever de aceitar e divulgar, ao mesmo nível, as orientações de pendor religioso dos municípes, tal como regula a Constituição, que define o estado laico e a aceitação da diversidade religiosa. Pena que outras instâncias, a começar pela escola pública, não o façam, mantendo a disciplina de Educação Moral e Religiosa, apenas entregue à confissão católica.
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Funcionários de escolas em greve em Loulé
Contra a política de austeridade e roubo do trabalho, os funcionários não docentes das escolas fizeram hoje greve. A Escola Duarte Pacheco em Loulé (2º e 3º ciclos do EBásico) fechou hoje portas, deixando na rua a comunidade escolar. Há muito tempo que isso não acontecia naquela escola e é muito bom sinal. Para se perceber que a escola não tem funcionários que cheguem para tantos alunos (o rácio deve ser 1 por 200 alunos?), quer seja para apoio às salas de aulas, docentes e corredores, quer seja para recreio, controlo e educação controlada por pares. Para além da falta de funcionários, convém saber que o vencimento médio dos funcionários é de cerca de 500 euros. Por isso há que exigir do governo (e das câmaras, já agora) medidas importantes e decisivas neste assunto.
quinta-feira, novembro 06, 2014
Viviane em Loulé
A surpreendente cantora Viviane (vocalista dos ex-Entre Aspas, de quem fui o primeiro 'manager'), estará presente no CineTeatro Louletano no próximo dia 8 de novembro (sábado), pelas 21:30, onde apresentará o seu mais recente álbum. A não perder!
sexta-feira, março 28, 2014
25 de abril em Loulé
Confesso que este ano as comemorações do 25 de abril não me aquecem nem me arrefecem. Pergunto-me porquê. E talvez encontre a resposta na legitimação que a burguesia e o capitalismo fizeram da revolução. Diria melhor, da sua revolução. Sim, talvez fosse melhor falar, como sugere Bourdieu, de revoluções. E na verdade, o que se comemora hoje (este hoje representa muitos anos) não é a revolução do PREC (quem não sabe o que é, pesquisa), nem a do poder popular, mas a da 'normalização', como referia Stoer. Eu, que a vivi em «acto», naquele dia, custa-me ver alguns dos seus heróis colocados no palco, deixando a plebe na plateia, sujeita a convite democrático, plasmado em bilhete, para assistir à nomeação da revolução.
Por tudo isto, tem toda a razão o João Martins, que faz da 'arruaça' a sua arma democrática. E eu quero dizer que estou com ele, e apoio o seu grito em defesa da democracia e não deste 'abril'.
1º de maio de 1974 em Portimão
domingo, março 02, 2014
Carnaval de Loulé
Se há um padrão nas festividades de carnaval deste ano, é o da tristeza. Os desfiles, quer sejam de samba ou de santos populares de junho, são uma demonstração do frete que é andar no corso, transformado há muito tempo em espetáculo de inverno pago para assistir. E o problema não é da austeridade, da crise ou da depressão gripal deste ano. É a morte do carnaval dito civilizado (o paradoxo mais evidente da sua morte), que destronou o entrudo como tempo de exorcização dos tempos negros do inverno e da espera dos tempos frugais da páscoa. Resta, para consolo, os caretos de Podence, na velha Trás-os-Montes, o entrudo chocalheiro que, para sobreviver, apresenta-se também como a velha tradição nos novos tempos do turismo de massas.
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
Disfarçar as praxes com as tunas
Sábado de manhã, a Tuna do INUAF atuava em pleno mercado municipal de Loulé. Não é desabitual, mas desta vez a Tuna cumpria um desiderato nacional das comissões de praxe: mostrar como as praxes são práticas saudáveis e puramente culturais. Nesse mesmo dia, nalguns pontos do país, também os movimentos anti-praxe denunciavam os abusos e práticas medievais e de submissão nas academias.
A prática das tunas, por mais que se queira mostrar como um exemplo paradigmático das praxes, não o é, e nem tampouco ofusca o que se critica no fenómeno tradicional inventado e desenvolvido nos últimos tempos em muitas universidades públicas e privadas.
quinta-feira, janeiro 16, 2014
MACLOULÉ, oito anos de vida cidadã
O MacLoulé, um dos blogues de cidadania
mais ativos e interessantes da blogosfera lusitana, continua a ser um
exemplo da participação dos cidadãos na vida política e social das
comunidades. Não é só um espaço de crítica social, que alia o
conhecimento teórico à leitura dos fenómenos sociais concretos, mas
também uma plataforma de denúncia de atentados à dignidade e à justiça.
Acrescer a isso a denúncia e a ação militante, em defesa de causas
sociais transversais ao estado democrático, torna-o um blogue
indispensável à vida cidadã, em tempos de crise de participação social.
Parabéns sentidos pelos seus oito anos, ao João Eduardo Martins (link).
sábado, janeiro 11, 2014
As vaias ao 1º ministro
O primeiro-ministro Passos Coelho foi recebido com apupos e vaias na sede do PSD em Loulé. Jovens socialistas, recentemente eleitos para a comissão política de Loulé juntaram-se ao protesto (link).
Para furar o boicote da comunicação social a esta iniciativa popular, deixo aqui os poucos minutos da notícia da RTP (link).
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domingo, janeiro 05, 2014
O arboricídio continua em Loulé
Tenho que concordar com o João Martins. A veia arboricida está mesmo entranhada no concelho de Loulé. Por motivos ideológicos, técnicos ou pseudocientíficos, o que é verdade é que se continua a assistir a podas aterradoras nas árvores da cidade. Desta vez foi em frente ao Café Portas do Céu, na cara chapada da sede da Junta de Freguesia de S. Clemente. Estas árvores foram deixadas como estacas espetadas para o céu, enquanto mais abaixo os especialistas já deixaram alguns raminhos para as aves que eles tanto detestam.
Passado que seria o tempo do arboricídio da cidade, de que é exemplar o corte de 14 tílias cinquentenárias da Praça da República, e que lançou um movimento de protesto de que fiz parte com muitos amigos e amigas e que entregou manifesto ao 'presidente' Cavaco Silva, o mesmo desejo pseudomodernista continua, sem qualquer explicação a ninguém, como se a cidade não fosse de todos os seus cidadãos. Parece-me que temos todos o direito de ver uma justificação do executivo PS da Câmara sobre este ato no seu site, que não deve servir só para encómios e agradecimentos eleitoralistas.
[a foto é do Macloulé]
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segunda-feira, novembro 18, 2013
Cinema documental em Loulé
Não há propriamente cineastas de Loulé, como também não é possível delimitar uma literatura louletana. De qualquer modo é possível considerar uma mostra de cinema documental feito por gente de Loulé ou cuja temática aborde assuntos do concelho. Foi isso que a Câmara fez, convidando realizadores mais ou menos profissionais (quase sempre amadores) a mostrar as suas obras em duas sessões realizadas na Biblioteca. Depois da 1ª sessão há umas semanas, decorreu a 2ª na passada sexta, onde se mostrou um videoclip da New Light Pictures - os jovens que realizaram o já célebre Comando (linque) e dois filmes de Adão Contreiras - uma promo dos Velhos da Torre (cujo projeto é meu) e outro sobre Os anos de Rajú (linque). Uma iniciativa que pode abrir caminho a empreendimentos profissionais e culturais sérios no campo do cinema em Loulé.
sexta-feira, novembro 08, 2013
Serão os comunistas coerentes?
Ontem, na SIC Notícias, o deputado comunista António Filipe (AF) aproveitava o seu 1º minuto de debate para contestar o acordo entre o PS e o PSD na direção da Junta Metropolitana de Lisboa. A declaração parece pertinente, porquanto critica a 'aliança anti-comunista' num importante órgão de gestão autárquica. Mas, na verdade, aquilo que AF contestou é exatamente a prática do PCP nas autarquias e noutros órgãos de gestão política, por exemplo nas entidades regionais de turismo. Sabemos que, por exemplo em Loures, cuja presidência o PCP através de Bernardino Soares ganhou sem maioria absoluta, a forma de governar implicou um acordo com o PSD. Aliás os comunistas são useiros e vezeiros nestes acordos com a direita. Também nas juntas de freguesia do concelho de Loulé, os eleitos do PCP aliam-se à direita do PSD para fazer maioria de governo em troco de uns patacos que decorrem de um cargozito de meia tigela. Onde está a apregoada coerência do PCP?
domingo, novembro 03, 2013
Em defesa da escola pública
A propósito da manifestação de protesto dos alunos e das alunas da Escola Secundária João de Deus em Faro, o João Martins sugere o uso mais justo de dinheiros do orçamento da Câmara de Loulé para as obras da Escola Secundária de Loulé, ao invés de gastos culturalmente supérfluos. Tem toda a razão. A Câmara deve dispor-se a defender a escola pública, tal como enunciado pelo seu presidente na tomada de posse, e deve exigir do atual governo que termine as obras necessárias ao funcionamento da escola. E pode começar por mostrar como se faz, fazendo uma vistoria às suas instalações.
segunda-feira, setembro 30, 2013
Em Loulé o povo é quem + ordena
Tal como tinha previsto, o PSD perde a Câmara de Loulé, resultado das políticas de austeridade do governo PSD/CDS e da ausência de qualquer estratégia de defesa das condições de vida dos louletanos da parte do atual executivo, acrescido do perfil errático e conservador do candidato laranja. O Bloco de Esquerda deu um claro contributo para isso, ao não apresentar candidatura à Câmara. Todavia para a Assembleia Municipal o BE foi alvo de uma clara viragem à esquerda, mantendo o seu deputado municipal, mas não reforçando a sua presença. No entanto, deve destacar-se a saída do CDS da Assembleia e a entrada de um representante do PCP/PEV, reforçando claramente a esquerda no órgão consultivo.
sábado, setembro 28, 2013
Em defesa da escola pública
Depois de uma semana de luta, quase sempre sozinho e com o apoio de amigos, o João Eduardo Martins conseguiu com a sua luta inovadora e combativa que a Direção Geral de Estabelecimentos Escolares cumprisse a lei e a pedagogia que se exige na escola pública: colocar o seu filho na turma do 3º ano e não no caldeirão produzido pelos mecanismos discriminatórios do ministério de Crato. Todavia, a direção do Agrupamento de Escolas Padre Cabanita não cumpre o que lhe é devido. E o João lá continua, ao frio e à chuva com a solidariedade de amigos, a sua luta contra a desfaçatez e aquilo que por detrás ainda pouca gente vê: a destruição da escola pública e o reforço do analfabetismo cidadão. Mais um passo da lógica do poder do capitalismo austeritário para matar a resistência popular.
sexta-feira, setembro 27, 2013
PSD perde em Loulé
As eleições do próximo domingo marcarão uma viragem decisiva na política e no poder autárquico. Os eleitores vão penalizar os partidos do governo, que teem aplicado a austeridade mais dura sobre aqueles que vivem do trabalho e das reformas. Nunca umas eleições tiveram um significado político tão importante na resistência ao totalitarismo democrático, e os resultados vão mostrar isso mesmo. É esperada uma pequena hecatombe no poder autárquico do PSD no país, determinado pela perca de muitas câmaras, incluindo no Algarve. Em Loulé, os últimos dados mostram um descontentamento enorme nas hostes dos militantes e eleitores do PSD, e um contagiante protesto contra o 'putativo presidente para todos'. A convergência de votos à esquerda levará o PS à gestão da Câmara, dado que o Bloco de Esquerda assumiu a concentração de votos, não apresentando candidato ao órgão. No entanto, só o reforço do BE na Assembleia Municipal onde conta com um eleito, poderá permitir o controlo das medidas propostas pelo PS na campanha eleitoral. E sobre isso os eleitores louletanos não terão dúvidas.
domingo, agosto 04, 2013
Independentes, de quem?
A corrupção dos profissionais da atividade política - treinados nos aparelhos partidários, nalgumas universidades e empresas monopolistas - tem vindo a afastar muitos cidadãos da intervenção política e cívica. A resposta à falta de participação é encontrada, por um lado nos movimentos sociais, quase sempre exógenos e de rejeição aos principais partidos e, por outro lado, numa negação e desconfiança da ação política nacional ou local. A profusão de movimentos de cidadãos independentes, candidatos às próximas eleições autárquicas é disso um exemplo. Só que temos um problema de análise: saber se por si só um movimento independente dá garantias de cidadania, e melhor, de independência dos poderes corruptos que diz combater. Loulé tem um desses casos: o MICA (Movimento de Intervenção e Cidadania Ativa). Dele nada se conhece nem se viu, em termos de intervenção cívica na cidade ou no concelho de Loulé, quer seja nas manifestações locais de protesto nacional contra a austeridade, quer seja na ação local contra o encerramento do serviço de urgência do Centro de Saúde de Loulé; ou uma participação, tímida que fosse, na luta contra as portagens, contra a destruição da Fundação António Aleixo, por exemplo. Deste movimento não se conhece qualquer ideia, pensamento ou medida concreta, para mudar a política de direita da governação da Câmara de Loulé. Aliás, é esse vazio ideológico que preocupa. Na lista que se conhece vê-se lá a preocupação elitista da competência técnica ou académica, como se essa só por si resolvesse os problemas das pessoas, não tendo por detrás um pensamento humanista, solidário, socialista. Por isso meus amigos, "tenham medo, muito medo".
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terça-feira, julho 30, 2013
PSD Loulé: + com + é igual a menos
O candidato do PSD à Câmara de Loulé, Helder Martins, esconde-se por trás de um símbolo matemático (+). Como mais vale estar acompanhado do que só, acrescenta ainda outro sinal + (Seruca Emídio, o atual presidente). Portanto, mais com mais é igual a menos, nesta candidatura do governo de Passos à autarquia louletana. O slogan é explícito: "Juntos. Avançamos". Para onde? pergunta-se. Os eleitores louletanos podem responder: "Para o abismo, claro". A resposta só pode ser uma: a direita tem que ser vencida em Loulé, e no país já agora.
quarta-feira, abril 03, 2013
Águas de março
Águas, ainda de março, deslizando para o mar, na ribeira do Cadoiço,
hoje pelas 8:20h da manhã (foto telemóvel)
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