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quinta-feira, julho 24, 2008

Lourenço Marques

O trabalho na Universidade não me deixa postar tanto quanto queria, ou era meu hábito. Bolonha, ali tão perto, trouxe mais tarefas e burocracia, enquanto Lisboa, vai deixando precariedade e insegurança. Enfim, à noite há sempre uns minutos para ler. Por agora na "Cabeceira"*, o romance de Francisco José Viegas, «Lourenço Marques», sobre as memórias românticas de África, uma terra que poderia não ter sido nem imperial, nem miserável.
* [No Livro de Cabeceira pode aceder a uma pequena recensão]

quarta-feira, abril 23, 2008

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Fotobiografia de Manuel Gomes Guerreiro

Vim agora da apresentação do livro sobre Manuel Gomes Guerreiro, da autoria do arquitecto Fernando Pessoa, bem conhecido nas áreas da ecologia e do ordenamento do território. O livro foi lançada pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro, de Querença, terra de onde era natural o biografado. De Gomes Guerreiro, lembro os inícios da construção da Universidade do Algarve, quando a comissão instaladora me pediu opinião (como representante de um partido político) e mais tarde das leituras dos seus trabalhos, pioneiros, críticos e poéticos sobre a ecologia do Algarve e o ambiente.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Leitura na praia, ao som de música


Ali, ao meu lado, na esplanada do café, em Quarteira, ela e ele. Ela lia, concentrada, o romance de amor, como só uma mulher sabe fazer. Ele, ouvia música nos headphones e a certa altura cantou, eu ouvi: "...de pernas para o ar...". Ela mandou-o calar e cantar só para ele. Ele parou e começou a bater com o cartão do menu na mesa. Ela retirou-lhe o cartão e poisou-o com cuidado, não interrompendo a leitura do romance de amor.

domingo, janeiro 20, 2008

Adormecer a ler

Vou despachando os livros de cabeceira. Leio-os mais depressa do que mudo aqui no blogue. O livro de crónicas de Ricardo Araújo Pereira - «Boca do Inferno» - já se foi. Escreverei algo sobre ele, quando puder. Por estes dias leio Baudelaire, «O Spleen de Paris» (belo nome), que o escreveu para servir de pendant ao livro «As Flores do Mal». Outros livros lá estão, na cabeceira, que é maior do que o sidebar que aqui disponho: Gógol, Sebald, Camilo, Kafka, por aí...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Lula

No blogue de Reinaldo Azevedo, a impossibilidade de Portugal:
Brian McCan, chefe do Brazil Institute da Georgetown, historiador competentíssimo, colocou como um das obras obrigatórias para a aula que ele dá de história contemporânea do Brasil o livro Lula É Minha Anta.
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domingo, janeiro 13, 2008

Boca do Inferno

A propósito do livro de cabeceira, ali no lado direito:
Em suma, este é um livro profundamente desinteressante que lerei apenas mais uma vez, para que possa, superficialmente, aprofundar a minha crença de que RAP possui, pelo menos, os defeitos que poderão fazer dele um humorista perfeito.
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sábado, janeiro 05, 2008

As religiões assassinas

Élie Barnavi é historiador. Nasceu na Roménia, estudou em Israel, foi embaixador deste país em França e director do Centro de Estudos Internacionais da Universidade de Telavive. Hoje, é director científico do Museu da Europa em Bruxelas e escreveu um manifesto em oito teses. O panfleto, como lhe chama Andrés Rojo, chama-se “As religiões assassinas” e está editado em Espanha, pela Turner e em França pela Flammarion. A tese principal é a de que todas as religiões têm vocação de poder e que os fundamentalismos religiosos que se convertem em ideologias políticas têm tendência totalitária e são inimigos profundos das liberdades. Por isso, defende, a única forma de evitar perigos totalitários é dar ao Ocidente (para o autor o único corpus de pensamento que coloca a dúvida e a reflexão no centro da sua filosofia) a primazia da ideia sobre a civilização. Uma civilização baseada no laicismo e na herança do Iluminismo. A ler, sem dúvida.

sábado, dezembro 29, 2007

Ler em zapping

Uma das conclusões do estudo abaixo referido, é a de que cada vez mais se lê ao ritmo e de acordo com a metodologia do zapping. Sobretudo as crianças e os adolescentes, gente criada ao ritmo dos jogos de vídeo e da leitura em diagonal. Assim, a tecnologia tanto pode ser um estímulo e uma ferramenta para quem tem competências de leitura, como, ao invés, um obstáculo que convida os maus leitores a ler cada vez menos. Alberto Manguel, ensaísta argentino e autor do livro “Uma História da Leitura” defende a preparação do leitor e não o desejo de muitos facilitistas: simplesmente infantilizar os textos para que possam ser lidos sem esforço.

Ai Portugal, Portugal...

O El País traz um estudo indicativo do índice de leitura infantil que interessa comentar. Tomando como base o índice 300 e considerando a média em 500, vê-se o posicionamento dos países acima e abaixo da média. Lá por cima estão Rússia, Hong-Kong, Canadá, Singapura, etc. Acima da média, ainda aparecem Espanha (513), França (522), Dinamarca (546) e por aí. Abaixo da média, Noruega (498), Irão (428), Indonésia (425), Marrocos (323) e por aí. Portugal não aparece, até ao 45º lugar e, como não tenho tempo, nem o vou procurar.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Acuerdo

O acordo ortográfico entre Portugal e Brasil volta a atacar. E bem. Depois das palhaçadas com a língua que muitos dos nossos escritores fizeram (lembro textos de Baptista Bastos) agora, Graça Moura mantém a defesa da honra, explicando que quem ganha com isso é a indústria do livro brasileiro. And so what? Não estamos todos fartos de desperdiçar letrinhas que bem poderiam ir parar a uma bela sopa? Ação pois, na direção de um acordo moderno.
Entretanto, enquanto alguns portugueses defenderem Eça como o maior escritor da língua portuguesa e “Os Maias” como a melhor obra da língua, estaremos mal. Peguem lá n’ “As Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis e vejam se aprendem.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gente verdadeiramente singular

Um amigo - grande amigo - e alguns conhecidos lançaram a editora Gente Singular. Paradoxo da história, pronunciei-me eu, em tempos aqui no blogue, sobre o autor da minha terra, Teixeira Gomes e a sua ausência nas missões da Faro, Capital da Cultura (FCNC). Tudo isto a propósito do facto do antigo chefe de missão da FCNC, Rosa Mendes, meu colega na Universidade do Algarve, ser agora editor e autor da/na Gente Singular.

quarta-feira, novembro 07, 2007

José Carlos Fernandes

José Carlos Fernandes - nosso conterrâneo e amigo -, voltou a ganhar prémios no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA, 18ª edição).
O álbum Tratado de Umbrografia (que aqui já tínhamos referido), com argumento seu e desenho de Luís Henriques, arrecadou quatro prémios: melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho português e ainda o Prémio Juventude.
O livro é o primeiro de seis volumes da colecção Black box stories, com argumentos de José Carlos Fernandes e desenho de vários autores.


sexta-feira, setembro 21, 2007

Aquilino

Enquanto conduzia e ouvia a Antena1, tive a oportunidade, surpreendente, de ouvir uma entrevista feita a Aquilino Ribeiro, por Igrejas Caeiro, nos idos de 1957. Conhecer a história do autor por leituras é uma coisa, mas ouvi-la da sua voz é vivê-la, percebem. E o autor foi justo e honesto, com a infância "aos tombos", o roubo dos ninhos de pássaros, a partida para Paris - a única terra onde foi sempre feliz -, a "crítica literária portuguesa perigosa", as leituras da moderna literatura inglesa e americana, que fazia nos livros que o filho comprava. Um portento de sedução, elogio que também fez ao entrevistador. Ah, perguntado sobre alguma história decisiva vivida, não falou de nenhum regicídio...

quinta-feira, setembro 20, 2007

Limpeza da casa

Dei uma limpeza no side bar do blogue, cheio de poeiras antigas e algumas urtigas. Alguns dos blogues em que colaborava, com alunos ou colegas docentes, foram retirados porque pontuais e desactivados. Ficaram apenas os que administro, na minha escola. Foi feita uma actualização nas secções dos media (jornais e revistas). Os "livros na cabeceira", que são sempre muitos e se renovam com fulgor (matéria impossível de ir ajustando na barra), foram substituídos por "livro de cabeceira", com direito a foto num post de mudança:

Foi criada uma nova secção, o "Blogue destacado", que mensalmente figurará na barra até ser colocado, ou não, na lista de blogues, mais abaixo. Por agora, o destaque vai para Covil dos Filipes, um blogue de Loulé (não é todos os dias que se descobrem), no servidor do Sapo (cada vez mais interessante), no qual criei o meu primeiro blogue há quase 4 anos. A lista de blogues também foi actualizada, merecidamente.

sábado, julho 28, 2007

Exemplos

Sentei-me no banco instável de madeira, a imitar um assento de jardim, ali mesmo no centro de toda a literatura de supermercado. Enquanto os meus filhos deitavam abaixo os livros das estantes juvenis ou viam os brinquedos do consumo de massas e a minha mulher fazia as compras da semana (já sei, desculpem lá, mas eu não sou homem de andar a escolher iogurtes e a pesar batatas), eu lia avidamente os contos restantes de Max Aub nos “Crimes Exemplares” da Antígona, que tinham ficado das últimas duas surtidas:

Desde que nascera o miúdo só sabia chorar, de manhã, à tarde e até à noite. Quando mamava e quando não mamava; quando lhe dávamos o biberão e quando não lho dávamos; quando íamos passear com ele e quando não íamos; quando o embalávamos para adormecer, quando lhe dávamos banho, quando lhe mudávamos a fralda, quando saíamos e quando voltávamos para casa. E eu tinha que acabar aquele artigo. Prometera entregá-lo até ao meio-dia. Era uma obrigação para com o meu confrade Rios. E eu cumpro as minhas promessas. E o miúdo chorava, chorava, chorava, E a mãe... Bom, mais vale não falar da mãe. Atirei-o pela janela. Asseguro-lhes que não havia outra solução.

sexta-feira, julho 13, 2007

Machado

......Quem......precisa.........de............explicações............(à moda de Brás Cubas)?

quarta-feira, julho 11, 2007

Terá sido mesmo assim?


Nuno Ramos de Almeida (5dias) propõe outro título para o livro de Zita Seabra, já comentado neste blogue. "Não foi assim" é o nome que sugere para justificar o comentário da sua leitura. Deixo-vos um extracto que confirma o que eu disse no post referido: «(...) Mais grave é a pseudo-descrição da chegada de Cunhal a Lisboa que fez na entrevista à RTP 1. Aí é garantido que Cunhal encenou a subida ao cimo do tanque para representar uma repetição da chegada de Lenine a Petrogrado. Todos os testemunhos históricos negam essa vontade de orquestrar. Cunhal subiu de facto a um Chaimite a convite de Jaime Neves, por não haver outro sítio onde pudesse falar à multidão (...)»

terça-feira, julho 10, 2007

A balada do mar salgado

Tinha 10 anos, quando nasceu.

sábado, julho 07, 2007

A memória reconstruída

Zita Seabra, ex-militante do PCP e actual deputada do PSD, publicou recentemente um livro de memórias sobre o tempo da sua militância no partido de Cunhal. Ainda não o li (espero fazê-lo no verão a que tenho direito), mas na entrevista que deu a Judite de Sousa percebeu-se o óbvio. Zita Seabra narra as suas recordações como se elas tivessem acontecido ontem, com uma descrição e efabulação prodigiosas. Não podemos acreditar. Mesmo entendendo que muitos dos acontecimentos estarão documentados, o que se prova é que Zita Seabra o que faz é interpretar os factos do passado à luz do presente. Aliás, o que os estudos sobre a memória têm vindo a provar. O que ela faz (como qualquer um de nós faria, perceba-se) é elaborar uma interpretação do passado de acordo com os seus quadros político-ideológicos do presente. Por isso, aquela história da caixa de bombons oferecida a Cunhal é tão metafórica e romanesca. Quando penso nas minhas memórias desse período de há 30 anos atrás, o meu discurso mental conduz-me inevitavelmente a uma elucubração de manipulação da memória. Também o que pretendo provar, na minha tese de mestrado sobre a memória social numa aldeia do concelho de Loulé, é que a memória é sempre reconstruída de forma a definir um cariz identitário mais de acordo com a modernidade do presente. O livro de Zita Seabra deveria chamar-se: “Eu penso que foi assim”.