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quarta-feira, abril 02, 2008

Treinador de bancada

DO EURO 2004 À LUSITANEA

A derrota da equipa profissional (convém que se diga, não?) de futebol de Portugal contra a Grécia, na passada quarta-feira, recorda-me o Euro 2004. Na altura, a equipa de Portugal perdeu também os dois jogos que disputou contra a equipa de Katsouranis, o carrasco do último jogo. Como se percebe, Scolari tem, na Grécia, uma espada de Dâmocles eterna sobre a sua cabeça. O problema talvez se explique pela distância cultural de Scolari: vindo de um país colonizado 300 anos por Portugal, o treinador de Madaíl apenas solta o seu grito de Ipiranga, mas não chega à civilização de Sócrates e Platão.

Mas o jogo de Dusseldorf poderia ter sido jogado no estádio Algarve, aproveitando as férias da Páscoa e a recente enchente do estádio, na final da Taça da Liga, de nome Calsberg. Já sabem que Páscoa e Algarve são sinónimos, mesmo que a dita seja em Março e chova a cântaros como deve de ser. Isso não impediu o estádio (que representa uma caravela encalhada em seco) encher-se de espectadores, mesmo que muitos com bilhetes oferecidos ou a preços de uva mijona. Como, aliás, deveriam ser sempre os preços. O nome da Taça fez-lhe jus. Como a cerveja Carlsberg já quase não se encontra, que melhor nome para uma prova que teve cerca de 3500 espectadores em média por jogo. Um “número de sucesso” como referiu o presidente da Liga, Hermínio Loureiro.

Também o estádio Algarve é fruto desta estratégia megalómana da visão desportiva do país. Lembro a reportagem do jornal «Público», de Fevereiro de 2006, sobre os estádios do Euro 2004. Nessa peça, da autoria de Manuel Mendes, o estádio do Algarve é referido como um dos “elefantes brancos”: 320.000 euros de receita anual contra 3.200.000 euros de despesas anuais com encargos financeiros e de manutenção. Fazendo as contas, 10 vezes mais despesas do que receitas. Tudo “a cargo” da Associação de Municípios de Faro/Loulé. Explicando: tudo “a cargo” das Câmaras de Faro e de Loulé e, portanto, do erário dos munícipes. Mas nada disso é problema, porque esta visão estratégica vai para além do estádio e suporta um projecto inexistente chamado Parque das Cidades.

O problema é que este problema não está só. Abre-se a caixa de Pandora do Euro 2004 e uma desgraça nunca vem só. O jornal «Expresso», do passado dia 15 de Março, mostra como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da região Centro, em conúbio com uma associação público-privada e com o apoio das câmaras da região e respectivas regiões de turismo, obteve financiamento de Bruxelas para promover no exterior a imagem do Centro. Tudo sob o belo nome de “Lusitanea”. Uma auditoria, às contas da campanha de 2004, mostra 2,7 milhões de euros de facturas irregulares, 1,9 milhões de euros de débito a Bruxelas e, finalmente, uma notificação das Finanças no valor de 1,6 milhões de euros que ninguém paga. Como calculam, isto são só números. Custa-me tanto escrevê-los aqui como vós, leitores, a lê-los. Simplesmente, trata-se de dinheiros públicos que o Organismo Europeu de Luta Anti-Fraude não consegue recuperar. Como foi isto possível? Fácil. Bastou que Paulo Pereira Coelho fosse à altura (2004) o presidente da CCDR Centro e se nomeasse, também, presidente da Associação para o Desenvolvimento do Turismo da Região Centro, para gerir a campanha que prometeu mundos e fundos. Depois, foi só sair dos dois organismos e integrar o ex-governo de Santana Lopes na Secretaria de Estado da Administração Interna, deixando os fundos e partindo para novos mundos. Agora, os actuais presidentes que paguem as favas.

E nós, satisfeitos com a bola, que é redonda e nunca pára.

(A Voz de Loulé, 1 Abril 2008)

domingo, março 02, 2008

Treinador de Bancada 3#

A minha coluna no jornal:

A JANGADA DE RELVA

Bom, eu não queria falar de literatura mas a proposta de Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, obriga-me a isso. Então não é que o homem propõe a organização do campeonato do mundo de futebol de 2018, em conjunto por Portugal e Espanha?

Depois de, no ano passado, ter dito que essa era uma “ideia peregrina”, Madaíl colocou agora o país em alvoroço. O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, veio rapidamente afirmar que não se deve “vaguear sobre ideias”. Claro que, como se sabe, o governo o que gosta menos é de vaguear sobre ideias. E no futebol, quem já viu alguma ideia a vaguear por aí? Cuidado, pois. É que está muito fresca, nas retinas portuguesas, a imagem dos dez estádios do euro-2004 que trouxeram a glória a Portugal, como nos velhos tempos da expansão, lembram-se? Eu lembro-me bem, nem que seja pelas bandeiras esfarrapadas que esvoaçam nalgumas janelas, ainda recordando as “boutades” de Scolari.

O Presidente da República também não ficou lá muito contente. Ou esperavam que em tempo de vacas magras ele viesse dizer que sim senhor, nós não temos mais nenhuma prioridade, e não são o novo aeroporto ou o TGV que nos vão tirar o sono ou o ordenado ao fim do mês.

Peço desculpa, mas eu desta vez apoio o presidente da Federação. Devo dizer que ele pensa com estratégia. Vê longe e sabe o que diz. Reflictam comigo: então não vamos ter em Portugal um novo aeroporto, que intensificará a vinda de espanhóis ao território português? O comboio de alta velocidade não pretende ligar-nos a Madrid, com maior rapidez? Não temos já um movimento pendular, para aquisição de bens (sobretudo combustível), para lá das fronteiras, de Vilar Formoso a Ayamonte? Então? Qual o problema de organizarmos um campeonato em conjunto com Espanha, digam? E reparem: são as federações que organizam, mas os governos que pagam. E só irão nisso depois de a ideia ter sido “pensada, projectada, estudada e calculada” (Laurentino Dias, dixit). Ou pensam que o governo se mete assim à toa num evento com a projecção patriótica desta envergadura?

Por falar em patriotismo, eu não sei porque é que tanta gente ainda anda a falar das velhas sagas com Castela, dos Filipes que nos governaram e de outros nacionalismos bem mais serôdios. Já perceberam em que mundo vivem, ou não? Pois é, vamos lá então dar lustro aos estádios, que nessa altura bem precisarão, sobretudo o do Algarve, gasto de tanto ser usado por futebolistas, músicos, gaivotas e cegonhas. Portanto, meus amigos, vamos lá pensar, projectar, estudar e calcular, que é o que os portugueses mais gostam de fazer. E os espanhóis também.

A propósito disto, já perceberam que a parte da literatura, que abordo no princípio da crónica, respeita a outra proposta, tão mal recebida por alguns sectores, os mesmos que também não perceberam o alcance geoestratégico de Madaíl. No verão de 2007, em entrevista ao “Diário de Notícias”, Saramago propõe uma União Ibérica entre os dois países da península. A concretização da tese iberista de «A Jangada de Pedra», o romance que abriu o caminho ao exorcismo de Portugal na ilha de Lanzarote. Madaíl leu a obra e, passadas duas décadas, percebeu claramente a forma de a concretizar no mundo do futebol. Pena é que os dirigentes desportivos de Espanha, e o governo de Zapatero, ainda tenham lido pouco do autor, premiado com o Nobel, que vive no seu país. Porque se o tivessem feito, agora estariam na primeira linha da defesa do mundial de futebol de 2018, nos estádios ibéricos de Portugal e de Espanha. E daqui a uns anos, quem sabe, talvez eu escrevesse uma crónica neste jornal, não sobre os estádios, mas sobre os estados. Os estados actuais de Portugal e de Espanha que, para afirmar a sua identidade comum perante a União Europeia, teriam dado o nó numa nova União Ibérica. E assim, eu já não precisaria de ir a Sevilha, para ver a peça de Saramago “In Nomine Dei” representada em castelhano, ou esperar que, só depois de Lanzarote e antes de Madrid e de Nova Iorque, Lisboa pudesse acolher a exposição sobre os 10 anos de Nobel e os 85 do autor.

Mas enfim, como sabem, estas são palavras para amantes de literatura e detractores de futebol.

(1 Março 2008)

sábado, fevereiro 02, 2008

Treinador de Bancada #1

A partir de 1 de Fevereiro, e com a regularidade do quinzenário,
mantenho, na secção de Desporto, uma coluna intitulada
Treinador de Bancada
.
Deixo abaixo a minha primeira contribuição:

A Voz de Loulé, 1 Fevereiro 2008
(Clicar na imagem para expandir)
*
Para os leitores que preferem ler em post e não em formato jpeg:


A MALDIÇÃO DO LAGOA


Iniciámos, neste número, uma coluna sobre desporto. Qualquer que seja esse entendimento antropológico do dito, pois se Miguel Sousa Tavares, Ricardo Araújo Pereira, Eduardo Barroso, Rui Santos, e outros, têm páginas à sua disposição, porque não nós? Treinadores de bancada há muitos e eu pretendo representá-los, sobretudo aqueles que estão mesmo no banco, fumando o cigarro da dissonância cognitiva, ou pontapeando garrafas de água sem marca, para os relvados. Por outro lado, já repararam que estas duas páginas estavam entregues ao amigo António Montes? Sozinho! E há muito tempo. Começava a ser discriminatório, ele estar aqui sem qualquer contraditório. Por isso já sabem, a partir de hoje, e todas as quinzenas, treinarei alguma coisa. E não pensem que só de futebol vive o nosso espanto.
A propósito disso, é melhor começar a primeira crónica por falar de futebol, não? O desporto-rei, pois claro. No último fim-de-semana jogou-se Taça. Com letra grande, pois. Então não é habitual, os jornais escreverem “aconteceu Taça”, quando o Salirense ganha ao Freixo de Espada à Cinta?
A Taça de Portugal é uma espécie de rebuçadinho dado aos pobres do futebol e foi inventada para isso mesmo. Por exemplo, para o Grupo Desportivo de Lagoa pensar que chega aos calcanhares do Sporting Club de Portugal. Na verdade, a Taça só serve para legitimar os privilégios dos grandes, que só existem se houver pobres, percebem onde quero chegar!? Foi o que se viu, na derradeira jornada. O Lagoa apanhou quatro bolas a zero, sem espinha, e deu ao Sporting a sua primeira vitória este ano. Portanto, o Lagoa cumpriu o seu papel de vassalo na Taça: deu ao adversário a possibilidade de se afirmar entre os grandes e continuar na Taça até sucumbir. Com outro dos grandes, claro. Mas os lagoenses, que foram em peso até Lisboa (parece que pararam no caminho para merendar, escondendo-se dos media que os esperavam de microfone aberto), não têm culpa nenhuma disso. Eles foram apenas para se divertir. Sair um sábado de manhã, com sandocas e cerveja a bordo, é o melhor que se pode ter depois de uma semana de trabalho no turismo. Porque a mística do futebol é feita disto. De claques que levam o nome da terra a todo o lado. Regionalismo chamar-lhe-ia António Ferro.
Por falar em mística, ao Lagoa é que eu nunca perdoarei. Melhor, ao guarda-redes do Lagoa. Explico. Jogava eu no Silves Futebol Clube, quando defrontámos o Lagoa no seu campo. Lembro-me bem que o campo (pelado, claro), estava mais enlameado que um chiqueiro, as botas enterravam-se até aos artelhos (bela palavra) e o frio de Janeiro era de rachar. Eu jogava a extremo-esquerdo (acho que, agora, o Luís Freitas Lobo designa-os como alas esquerdos), pois apesar de ser dextro, só eu chutava bem à esquerda (esta mania esquerdista), dizia o treinador. Sei que, nessa manhã, o Henrique me passou a bola no enfiamento da linha de meio campo para a frente. Dei-lhe um toque, só para a aconchegar no mau terreno de jogo, e marimbei-me para a transição defesa-ataque. O que fiz foi aplicar-lhe toda a força com a parte de dentro do pé direito, com o maior sentido de efeito possível (o contrário da trivela, percebem, que parece que inventaram agora). Como eu esperava, a bola descreveu um arco em meia-lua e se parecia sair pela linha de fundo, dirigiu-se mesmo para o ângulo superior esquerdo do Marreiros (não sei se este era o nome dele, mas para a história tanto faz). Eu não me desloquei mais, do terreno encharcado. Nem podia, a olhar enternecido para aquele arco de volta e meia, que levava a bola para golo. Surpresa, meus amigos. O Marreiros, não sei como, apesar de estar pegado ao chão, voou até à bola e agarrou-a, como se fosse um docinho de côco. Nunca vi defesa assim. Talvez mesmo só do Damas, que por acaso jogou no Sporting, o tal clube que deu quatro ao Lagoa, na passada jornada. Mas nesta crónica eu queria era falar do Marreiros, que me roubou um golo, e que se jogasse agora não deixaria o Moutinho (que nasceu na mesma cidade que eu) fazer-lhe aquele chapéu, como fez ao coitado do Botelho.
Moral da história: a história nunca se repete. Sobretudo na Taça.

sábado, janeiro 26, 2008

Afrodite

Desculpem a insistência (link):

“O poder. Uma palavra afrodisíaca. Nunca caminha só, no entanto. Incorporada por um ser humano, coexiste com a personalidade deste. É bom saber que o poder e a coragem coexistem. Com o poder e a sabedoria. É assustador saber que vivem juntos poder e medo. Ou pior, poder e insensatez. Os clubes de futebol são hoje um meio fácil de teorizar sobre estas correlações entre o poder e os que os rodeiam…” *

Se isto não é psicologia para o Nobel do futebol, é a pior arenga da bola nacional. Numa página inteira, tamanho berliner.

* Luís Freitas Lobo, Expresso, 19/1 (p. 35)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Treinador de bancada

Em breve aqui:


A Taça de Portugal é uma espécie de rebuçadinho dado aos pobres do futebol e foi inventada para isso mesmo. Por exemplo, para o Grupo Desportivo de Lagoa pensar que chega aos calcanhares do Sporting Club de Portugal. Na verdade, a Taça só serve para legitimar os privilégios dos grandes, que só existem se houver pobres, percebem onde quero chegar!? Foi o que se viu, na derradeira jornada.


quinta-feira, janeiro 17, 2008

Um verdadeiro Lobo

Quem anda pelos programas desportivos encontra-o em todo o lado. Não sei como se construiu este mito, mas Luís Freitas Lobo é o grande expert da bola nacional (pensavam que estava a falar de Rui Santos, não?). Bota discurso sobre estratégia e táctica com o vocabulário de quem nunca jogou à bola, nem sabe bem o que isso é. Mas no Expresso, ele é impagável:
O futebol é, na essência, um processo emocional. Qualquer tentativa de racionalizar tudo o que se passa dentro de um relvado é quase uma missão contranatura. Vivemos, no entanto, tempos confusos. Uma simples imagem vende muito mais facilmente do que a profundeza do jogo*.
Pois vivemos. Tão confusos que é impossível ler estes tropeções filosóficos-futebolísticos. Confesso que só consigo ler os primeiros parágrafos dos seus textos. Sim, porque ele tem uma página inteira, para ensinar futebol, com o português mais macarrónico possível. Um verdadeiro Eça da bola, desculpem, do Expresso.

* 12 Janeiro 2008

sexta-feira, novembro 23, 2007

quinta-feira, novembro 22, 2007

Este burro sempre aprende

E eu é que sou burro, eu é que sou burro?- afirmou Scolari, abespinhado com os jornalistas, após o miserável jogo com a Finlândia, que acabou no zero a zero. Há anos que andámos a dizê-lo: é burro e mal educado e só ele para deixar os jornalistas a falar sózinhos. E ninguém percebeu que o homem nos chamou pacóvios? Eu explico: não fez no país dele o que anda a fazer no nosso. Pois não! E vêm agora dizer-me que o público, no Dragão, portou-se bem. Uma ova! Deviam era ter-lhe atirado um trapo à cara. Uma bandeira do pagode encharcada em vinho do Porto. Vintage.

sábado, novembro 10, 2007

segunda-feira, outubro 29, 2007

Quem sabe de fair play?

A equipa de futebol do Porto já tinha dito que não iria atirar a bola para fora, quando os adversários simulassem lesões no relvado. Falta de fair play, dizem eles, os maganos. No último jogo, Fusilli mostrou que raio de coisa é essa do fair play, atirando-se para o chão e simulando uma falta que o jogador do Leixões não fez. Pinto da Costa sabe o que faz.

sexta-feira, outubro 05, 2007

A vingança serve-se fria

Andam todos contentes porque a UEFA reduziu o castigo de Scolari, que lhe permite estar no banco do último jogo de Portugal contra a Finlândia. A justificação da UEFA é tão balofa (o homem na verdade não esmurrou mesmo) que todos deveriam perceber que se trata de um vingança que se vai servir fria. Scolari vai perder a conduzir o jogo e assim não se pode desculpar, mas apenas despedir-se.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Uma lição armadilhada de jornalismo?

Santana Lopes abandona, a meio, uma entrevista na SicNotícias, depois de ser interrompido por causa de uma ligação em directo ao aeroporto onde chegava José Mourinho. O entrevistado recusa-se a continuar a entrevista porque acha mais importante a política do que o futebol. Discutível, não? Quanto a mim fez bem, mesmo vindo de quem vem.

domingo, junho 24, 2007

Coisas do dia

Manhã cedo na Praia das Dunas Douradas.

Ganhar ao Sporting é bom, mesmo que seja em futebol de praia.
(fotos de Deanna Raimundo/cenografia de Tomás e Daniel Raimundo)

domingo, junho 17, 2007

Ai Portugal, Portugal...

Também concordo. Porque é que se pensa que a equipa da Holanda combinou com a Bégica o resultado? Bom, eles estão ali lado a lado, não? O que é certo é que a equipa de Portugal só deu barraca contra a Bélgica, perdeu com a Holanda como deveria, e lá deu 4 a zero a Israel, para satisfazer o treinador, na bancada. Agora Portugal só depende da Inglaterra, que esta ganhe, claro. Só por "conveniência" a Inglaterra não vai ganhar, porra.

quarta-feira, maio 16, 2007

mourinhos de trabalho

Treinador, polícia, cão e futebol. Depois, ainda dizem que os media tradicionais estão em crise.

sexta-feira, março 02, 2007