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segunda-feira, setembro 09, 2019

Fernando Silva Grade


(Blog FaroArtistas)
Dei pela notícia do falecimento do Fernando Grade numa leitura do 'barlavento' a propósito dos organismos gelatinosos, do programa Gelavista, em que participo. O Fernando Grade - era assim que o conhecíamos, já que vem a adotar o nome Silva mais tarde por razões artísticas,  - era hoje mais conhecido como crítico urbanista e ativista ambiental. A sua formação de biólogo e a sua veia filosófica macrobiótica levam-no a aderir às causas ambientais, muito antes da moda e da sua filiação na associação Almargem.
Conhecemo-nos, entre outros praticantes e defensores das tradições musicais do Algarve, no projeto musical Levante, que mais tarde dá origem ao ainda célebre Grupo Dar de Vaia. O Fernando era o homem das congas e da viola, que assumia com empenho, nos ensaios e nos treinos de casa que compartilhei algumas vezes. Entre 1983 e 1984, fez parte da equipa do Museu Regional do Algarve, comigo e com a Luísa Rogado, que investigou Aljezur e preparou a exposição sobre o património do referido concelho. Durante esse período passamos muito tempos juntos, na aldeia da Zambujeira e na casa de família na Praia de Faro, visionando centenas de diapositivos para que o Fernando desenhasse, a tinta-da-china, os elementos etnográficos. Muito na linha do etnógrafo Fernando Galhano, o Fernando ganhou alento para iniciar a sua pintura de temática geológica, vivendo alguns tempos isolado em retiro junto da aldeia da Raposeira, como motivo de inspiração e de recolhimento. Aí visitei-o algumas vezes, entre as minhas odisseias em busca do património cultural algarvio, e nos últimos tempos tenho pena que nos tenhamos avistado tão poucas vezes.
Até sempre Fernando!

quinta-feira, março 19, 2015

Zé Francisco, músico do mar do Algarve

O Zé já não me surpreende. Ao ouvir a Rua Fm, no caso o programa Socializar Por Aí (do curso de Educação Social), dei com o 1º álbum do Zé Francisco, velho amigo das lides musicais (Borda d'Água, Entre Aspas, Mare Nostrum, and so on), na sua velha veia de cantautor. O Zé escreve com a alma de pescador da borda dágua, cheio da maresia de Santa Luzia. Para além disso é um grande músico, que herdou as sabedorias dos lídimos instrumentistas do eixo entre Cabanas de Tavira e Fuzeta. O Zeca sabia-o bem.

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Gorjear em APC

Há cerca de 8 anos (tempo de entusiasmos juvenis pelos blogues em Portugal, ainda antes da diarreia dos face...), ajudava alguns amigos a criar os seus suportes de escrita nessa plataforma. Um deles, entre outros claro, recordou-me esse facto em comentário abaixo. Para ele, que tem sabido manter as memórias etnográficas, em paralelo com a opinião crítica atual, vai uma grande saudação e o link do seu APCGorjeios (aqui).

quinta-feira, novembro 06, 2014

Viviane em Loulé

A surpreendente cantora Viviane (vocalista dos ex-Entre Aspas, de quem fui o primeiro 'manager'), estará presente no CineTeatro Louletano no próximo dia 8 de novembro (sábado), pelas 21:30, onde apresentará o seu mais recente álbum. A não perder!

domingo, outubro 12, 2014

Ouro e Vinho de Adão Contreiras




Ontem, Adão Contreiras apresentou o seu mais recente livro de poemas, Ouro e Vinho, editado pela 4Águas Editora. O comentário de Tiago Nené sobre o livro conteve aspetos que me interessam abordar, já que conheço o Adão.
1. “O voyuerismo do olhar”: Adão é um observador nato e consegue estar dentro e fora da realidade. Se há algo de curiosidade no olhar do que se escreve, o que conta aqui é mais o resultado desse desenlace. Trata-se de um olhar para ver e interpretar, talvez na senda atual de um Baudelaire. Adão entra e sai de cada poema com facilidade.
2. “O poema em direto”: A escrita poética momentânea, não é direta. Adão carrega atrás de si muitos anos de leitura, escrita, anotações. Quando escreve traduz um tempo passado, mesmo que o ato seja presente, que já não o é. Hoje sabemos que a nossa escrita é sempre a reinterpretação de algo, mesmo que seja apenas a interpretação do que vemos. Também se trata de uma interação, pois o autor não está isolado numa redoma, mas presente e em ato,com o que se passa, ou com o momento sobre o qual reflete, escrevendo mais tarde.
3. É comum, entre as várias expressões artísticas atuais, chamar a atenção para o vazio do futuro ato criativo. Por exemplo os fotógrafos fotografam cada vez menos. Isto decorre da visão futura do artista, como se já conhecesse o resultado final. Adão confessa já quase não ouvir música, mas ela estará presente no ritmo da escrita poética. Os poemas do autor são também eles uma construção artística, pictórica ou escultórica. Adaõ escreve como pinta e esculpe e ele já sabe o resultado final da obra.

Helder Raimundo, 12 out. 2014

quarta-feira, abril 02, 2014

Novo disco de Viviane


A propósito de azul (aqui no post abaixo), ouvi hoje o tema de lançamento do próximo álbum da Viviane, "Do Chiado até ao cais". A melodia aberta de fado transporta-nos claramente para um sonoridade lisboeta, apesar de se sentir uma linguagem pop veiculada peda guitarra e pela batida discreta na percussão. A ouvir com atenção à espera dos restantes temas, só em maio.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

MACLOULÉ, oito anos de vida cidadã



 O MacLoulé, um dos blogues de cidadania mais ativos e interessantes da blogosfera lusitana, continua a ser um exemplo da participação dos cidadãos na vida política e social das comunidades. Não é só um espaço de crítica social, que alia o conhecimento teórico à leitura dos fenómenos sociais concretos, mas também uma plataforma de denúncia de atentados à dignidade e à justiça. Acrescer a isso a denúncia e a ação militante, em defesa de causas sociais transversais ao estado democrático, torna-o um blogue indispensável à vida cidadã, em tempos de crise de participação social. Parabéns sentidos pelos seus oito anos, ao João Eduardo Martins (link).

terça-feira, janeiro 14, 2014

O despudor televisivo (Eusébio de novo)

Para entender o 'despudor televisivo', e outras formas de manipulação emotiva dos êxtases coletivos, vale a pena ler o post de João Ventura, onde ele propõe a objeção de consciência de jornalistas e dos media em geral, para evitar as permanentes 'ditaduras do coração'. Concordo em absoluto (link).

quinta-feira, novembro 07, 2013

Mal parado, não o crédito!

Pedro Mexia, um dos decanos da blogosfera portuguesa, que me habituei a ler e me entusiasmou desde os tempos da Coluna Infame, tem um novo blogue, O Mal Parado, de desenho sóbrio e inteligente, tanto no design como na escrita, tal como nos habituou. O homem não pode passar sem isto (linque).

domingo, novembro 25, 2012

Alberto Melo em Passagens Revoltas

Ontem, a convite do Joaquim Mealha, estive a apresentar o livro do Alberto Melo na Biblioteca de Loulé. Fi-lo em companhia da Priscila (companheira do Alberto) e do amigo José Teiga. Um homem ensina o que é, mais do ensina o que sabe. Esse foi o mote para falar do percurso do Alberto: a maneira como mostrou aos seus alunos o valor de outros códigos de aprendizagem que não só o da escrita e das contas do formato escolar. O respeito pela diversidade e pelos saberes das pessoas, mais do que o interesse pelas suas lacunas. O seu interesse e as suas contribuições teóricas sobre o movimento operário e popular, e a construção de uma autonomia educativa e social ao longo da história. O seu empenho na construção de 'situações educativas', onde as pessoas poderiam aprender, num processo de ombro a ombro com agentes externos e não numa simples exposição de face a face. Estas ideias, que configuram a perspetiva de uma visão marxista e de uma educação 'subversiva', vimo-las nós no seu trabalho junto de comunidades desfavorecidas do interior algarvio, na formação de mulheres para o auto-emprego ou no desenvolvimento local alternativo à produção mercantil capitalista. Alberto Melo é um homem da praxis social, na esteira de Paulo Freire e de muitos outros pedagogos, para quem a teoria per si é bla-blá-blá e a prática despida apenas voluntarismo. Por isso o autor está em permanente reflexão sobre o processo de 'fazer' e escreve sobre esse ato, para mais tarde devolver a teoria a quem precisa de saber fazer também. Em entrevista a José Carlos Abrantes, na revista Noesis (1997), questionado sobre o seu lema de vida, Alberto respondeu: "Levar a satisfação aos inquietos. Levar a inquietação aos satisfeitos". Tenho a certeza que o Alberto continuará a deixar-nos muita satisfação. Mas de certeza que, sobretudo, nos irá continuar a inquietar.

(texto construído com base na comunicação oral apresentada na altura)

quarta-feira, abril 04, 2012

Fazer a síntese depois da antítese

Neste momento, a luta pela suspensão das portagens no Algarve já atingiu uma dimensão verdadeiramente internacional.  [No I Encontro Transfronteiriço Hispano-Luso]  foi constituída a Comissão luso-espanhola para a supressão das portagens na A22.
Ler o artigo completo do João Vasconcelos na revista Comuna (link).

quarta-feira, março 21, 2012

Poesia junto ao mar

Catita e Companhia é nome de bar, na baixa de Olhão. Antes foi nome da cadela e filhos/as respetivas, animais do Fernando Cabrita, amigo e excelente poeta da cidade. Esta noite, no tal bar, em Olhão, lá vão estar amigos e outros poetas no Dia Mundial da Poesia: Fernando Cabrita, Viviane, Luis Ene (há que tempos!), Raquel Ponte...

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quarta-feira, janeiro 18, 2012

Construir a cidadania contra as portagens

Os utentes da Via do Infante continuam trabalhando na mobilização da cidadania algarvia. O móbil é a luta contra as portagens na Via do Infante, que neste momento acrescenta a presença de líderes empresariais e sindicais de Espanha, entre os quais Juan Antonio Jaldon. Os media já deram nota dos resultados das deliberações da assembleia de utentes, realizada no passado sábado em Faro, e em breve será anunciada a 1ª das 3 marchas lentas previstas para os próximos meses.
As imagens do evento podem ser vistas aqui.
Um texto síntese de algumas propostas lidas pelo João Martins pode ser lido aqui.

domingo, dezembro 11, 2011

Viviane: uma voz depurada em concerto.



Viviane, no concerto do Teatro Municipal de Faro, ontem à noite, mostrou que não é só dona de uma das vozes mais interessantes da atual música que se faz em Portugal. Não se trata apenas da depuração de uma voz que atenuou alguns timbres residuais de outras influências, mas de uma postura vocal sóbria e expansiva quanto baste, para encher os instrumentos que a acompanham.
Os recursos vocais e corporais, que ganhou em anteriores experiências na música tradicional e no pop, são usados com parcimónia na cenografia de cada canção e a diversidade vocal torna o repertório atrativo para várias gerações. Desde os temas mais pop dos velhos "Aspas", que puseram a trautear a gente nova, até aos tangos e musetes que encantaram os mais seniores, o concerto serviu para isso mesmo: provar que Viviane não se refugia num espaço contido do fado, agora tornado foco musical de exaustão, com a confirmação da UNESCO. E que intérprete tem a possibilidade de mostrar dotes de instrumentista e de uma dicção irrepreensível na língua francófona, digam lá?
Das homenagens a grupos e autores da canção, foi bom ouvir um tema clássico dos "Heróis do Mar", agora a comemorarem 20 anos de fundação.
Talvez eu próprio gostasse de ouvir um pouco mais de guitarra portuguesa a solar nos temas mais fadistas, só isso.

domingo, julho 31, 2011

Leitura obrigatória de fim de semana

Ainda vou a tempo de aconselhar uma leitura excelente, para ler pausadamente - pensando na nossa rua, na nossa cidade e nos nossos filhos - da autoria do João Martins (link).

quarta-feira, junho 29, 2011

Rosa e as ciências

Ramos Rosa continua a deleitar-nos com o seu charme poético. Pela mão da sensível sobrinha Gisela, ele lá esteve na apresentação da obra Prosas Seguidas de Diálogos (obrigatório ler), no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa. Um pequeno filme de Adão Contreiras pode ser visto aqui.

sexta-feira, junho 17, 2011

Amar a Vida Inteira

O nosso amigo e poeta Casimiro de Brito apresenta, no próximo dia 21, a sua obra Amar a Vida Inteira, 3º volume da trilogia Livro das Quedas. Na Casa Fernando Pessoa, apresentado por João Barrento e poemas lidos por Sílvia Brito. Um deles será (oferecido pelo poeta aos amigos):

61

Amo-te. Basta-me um pássaro,
uma árvore
para me transportar ao jardim
de ti — um livro, uma palavra, o peso
do silêncio
para me levarem ao poço de ti,
aos teus olhos que ofuscam
o cristal da manhã; à tua boca
aproximando-se da minha pele
como se regressasse a casa.
Cantar-te é desfazer o nevoeiro da minha vida,
desfiar uma chama, ardendo lenta,
que não se via. E basta-me um vinho
ou a tua língua,
ou a memória dela
para que em mim disparem águas
trémulas — ainda são — por isso
quando te amo
sou um pouco essa montanha que tece com o vento
uma combustão muito lenta muito paciente
como se todo o fulgor da vida
se concentrasse nos vales e nos rios do teu corpo.

quinta-feira, abril 14, 2011

Ramos Rosa


Um dos nossos grandes poetas, marcado sempre pela solaridade do sul e pela cintilação das estrelas que flamejam nas açoteias foi, esta tarde, mais uma vez partilhado connosco na apresentação do seu último livro, na reitoria da Universidade do Algarve. A obra chama-se Prosas seguidas de Diálogos, publicada pela 4Águas, editora algarvia da responsabilidade do poeta Esteves Pinto, que referiu o trabalho de edição. A minha colega Adriana Nogueira deu uma magnífica aula aos seus alunos, através das referências greco-latinas do poeta, lendo e animando alguns dos excelentes excertos do livro. Indispensável o complemento da curta metragem de Adão Contreiras, numa visão directa, presente e crua do poeta desnudado em sua casa.
Que importa que as vozes dos senhores continuem sempre soberanas, sempre fluentes, sempre totalitárias? A grande revolução não será feita pelas palavras deles mas quando o silêncio impregnar as palavras para que nelas transpareça o que está para além das palavras. Sim, nós não sabemos ainda, ainda não começámos sequer. Apenas sabemos que a metamorfose do silêncio mudará o mundo, porque o mundo deixar-se-á ver tal qual ele é, e nós seremos outros. (p. 10)

quarta-feira, novembro 04, 2009

Aguardela




Mais logo, no CCB em Lisboa, prestamos homenagem ao músico e amigo João Aguardela, falecido aos 39 anos. Um músico que soube aliar a pop à música de raiz tradicional urbana e rural, em vários projectos de sucesso como A Naifa ou Megafone. Este último pode ser visto, e ouvido através da descarga gratuita de músicas (aqui).

sábado, março 07, 2009

Horta das Artes

O Daniel Vieira continua a trabalhar na promoção e ensino das artes na sua Horta, em Alte. Amanhã, dia 8, pelas 17h, inaugura uma nova exposição de fotografia e cerâmica de Silvestre Filipe e Nélson Martins, respectivamente. Entretanto pode visitar o sítio da Horta das Artes/Daniel Vieira no Triplov (link).