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domingo, abril 01, 2018

A grande desmatação...?



Começa a ler-se e ouvir-se alguma reflexão sobre o disparate das medidas que estão a ser aplicadas, e que conscientemente ou não, apenas servem o negócio do fogo, a coberto de uma campanha de medo, naturalmente ancorada em evidencias reais dos incêndios passados, sendo mais um contributo para a destruição de 2/3 do País e do seu espaço rural. 
 Joaquim Mealha Costa põe o dedo na ferida, num problema que tem o olhar de políticos e de técnicos enviesado pela árvore, que tapa a visão da floresta (aqui, serve muito bem o saber popular). Diz ele, que algumas vozes dão nota da verdadeira dimensão do problema. E aqui está uma, bem próxima de nós e muito acertada!

domingo, agosto 30, 2015

Cidade lacustre de Vilamoura: milhões de destruição



A 'velha' cidade lacustre de Vilamoura tinha caído por terra, sobretudo pelo impacte ambiental de destruição das dunas, praias e mar entre as Falésias de Vilamoura e de Albufeira. Os novos donos, o Fundo norte-americano Lone Star - mais expeditos e competentes do que os antigos patrões da Catalunya Banc, que já se sabe serem uns abeclas a fazer dinheiro - mudaram a paisagem, e agora em vez do mimetismo do Dubai teremos os lagos de Vilamoura. Os argumentos são dois: o primeiro foi para satisfazer os críticos do impacte ambiental ou os cidadãos e políticos que se opuseram à destruição da interface que resta naquela área. O outro é financeiro, claro. Sempre seriam 100 milhões de euros para infraestruturas. Mas o que irão os promotores fazer? Bom, 315 mil metros quadrados de construção, 1900 unidades residenciais e uma área hoteleira com 3600 camas. Uma área quase igual à que já lá está construída e a que eu fujo sempre (ver com olhos de ver, aqui). 
Para + informações vale a pena ler o Expresso/Economia de 29 agosto 2015.

segunda-feira, dezembro 29, 2014

Demolições na Ria Formosa. E depois?

[Foto de Rui Ochôa no Expresso]

Sim, começaram as demolições de casas nas ilhas e ilhotes da Ria Formosa. Há mais de 20 anos que os sucessivos governos apregoam as demolições de construções em regiões dunares nas ilhas barreira da costa central do Algarve. E por onde começaram as demolições? Pelos ilhotes do Ramalhete (que teve a presença dos sapatos e gravata do ministro da tutela) e pelo ilhote da Cobra, pequenos resíduos de areia nos esteiros da Ria. Agora é só esperar que as máquinas cheguem às ilhas do Farol e de Faro, onde estão as casas de muitos responsáveis políticos, ex-autarcas, ex-governadores, ex-presidentes. Então vamos ver!

sexta-feira, março 21, 2014

Primavera Pessoa

O início da primavera é marcado por nuvens pouco sombrias sobre o monte da mãe soberana, arroteado para as canas dos foguetes da próxima páscoa. Os tomilhos, esses foram ceifados pelas máquinas, e os abelharucos migraram para outros ninhos, noutras barreiras mais calmas.
Dia de Pessoa, também, em Lisboa sua terra de poesia.

terça-feira, março 04, 2014

Privatizar a água ao capital

Para os media, há uma grande surpresa nos contratos leoninos com as parcerias público-privado no setor das águas. Claro que os media reproduzem, muito a posteriori, o que os pensadores alertam. Neste caso também se sabia que os contratos de atribuição da distribuição da água de consumo aos capitais privados só tinha um desiderato: encher os bolsos dos privados amigos das autarquias e dos governos. Os privados ganharam percentagens acima dos 15% e as autarquias ficaram com os riscos, por exemplo o facto de o consumo naturalmente diminuir com o aumento do preço da água. Quando defendemos a recusa de privatização da água de consumo, é também isto que queremos dizer.

segunda-feira, junho 24, 2013

Perigeu da Lua

Lua cheia na órbita mais próxima da Terra, no solstício de verão, sobre as areias da península do Ancão, em Loulé, 23 de junho de 2013.

quarta-feira, abril 03, 2013

Águas de março

Águas, ainda de março, deslizando para o mar, na ribeira do Cadoiço, 
hoje pelas 8:20h da manhã (foto telemóvel)

sábado, janeiro 19, 2013

A natureza criativa contra as portagens

 (Manhã de sábado, 19 de janeiro)
A ventania de sudoeste derrubou os postes de suporte dos cabos elétricos que se alinham por cima da Via do Infante, mesmo ali junto da saída 18, a mais próxima da ponte internacional do Guadiana. A GNR acorreu para levantar cabos e deixar passar as viaturas, a lembrar as danças de salão da burguesia que o povo adotou nas festas de junho. Apenas duas horas depois chegou uma grua, para içar cabos e permitir o desafogo do pouco trânsito neste troço ainda sem portagem, à espera que o ministro da economia se lembre de mais uns tostões para dar às concessionárias exploradoras. Resta dizer que a CUVI é alheia a este ato e não encomendou clandestinamente às massas de ar tamanha estultícia.


domingo, janeiro 13, 2013

Provérbios do mar

Lua deitada, marinheiro em pé! Há uma hora atrás na varanda voltada a sudoeste.

terça-feira, junho 12, 2012

Ovos escalfados

Todos os anos, em época de nidificação, as caixas-ninho recebem, na minha varanda, as posturas de parus major (chapim real) ou de passer petronia (pardal doméstico), muitas vezes em alternância. Claro que os pardais parasitam as caixas quase sempre, empurrando os chapins para outras áreas. A acumulação de material de aquecimento (folhas, trapos, papéis) vai obrigando o nível do ninho a subir e, este ano, dois ovos cairam pelo orificio de acesso à caixa. Teremos menos dois juvenis a rondar a casa.

segunda-feira, abril 02, 2012

Quinta da Ombria sempre na umbria

Pilotos de ralis e especulação imobiliária ficam bem de mãos dadas. Olhem para Markku Alen e a Quinta da Ombria em Querença: o piloto esteve lá a promover o que acha que é a beleza do interior do Algarve. Claro! Ele tem dinheiro para escolher um dos 200 quartos que o empreendimento há 20 anos pretende construir em cima do aquífero mais importante da região. Não, parece que não. Segundo o artigo de Idálio Revez no Público de 31 março, a empresa reduziu para metade, portanto 100, os quartos a que Alen pode aceder. Nós não podemos.

domingo, dezembro 25, 2011

Resistem as oliveiras

Oliveira centenária no Centro de Saúde de Loulé (foto telemóvel- HFR)

Na altura ainda não estavam na moda. Agora só as oliveiras parecem resistir à sanha ordontofóbica dos arquitetos paisagistas das câmaras municipais.

sábado, julho 30, 2011

Mais abate de árvores, não!

Também eu estudei nesta escola. Três anos, à noite, para completar o 12º ano. Também eu corri muitas vezes à sombra da mata do 'liceu' de Faro. Agora sabemos que a Parque Escolar (empresa de amigos do anterior governo, criada para 'requalificar' as escolas secundárias) quer substituir as velhas árvores regionais, por espécies exóticas. A minha amiga Rosa Guedes protesta e muita gente com ela. Pena é que a presidente do Conselho Geral (que raio de mania) se preocupe mais com a 'obra' do que com o ambiente. Ler+ na expressão linkada.

terça-feira, novembro 02, 2010

Azenhas do Mar


Também no Alentejo, as Azenhas do Mar são local de pescadores, que quando o mar se revolta e enche de vagas os xistos da costa limitam-se a esperar: que o mar se acalme, que as redes se limpem de 'porqueira', que as batatas e os tomates cresçam nas hortas arenosas. Depois, logo se verá como está a lua e as estrelas...

quinta-feira, outubro 21, 2010

Dendrofobia

Não é de agora o desprezo pelas árvores em meio urbano, a ‘dendrofobia’ como lhe chamam os botânicos. Nos Petits Poèmes en Prose, Baudelaire dizia sobre Lisboa que «É uma cidade à beira da água; dizem que está edificada em mármore e que o povo tem um ódio tal à vegetação que arranca todas as árvores» (ver Filomena Mónica em Turista à Força). Em Loulé tivemos um exemplo paradigmático desta dendrofobia institucional, quando a Câmara mandou abater 16 tílias, com mais de 50 anos, na Praça da República, exatamente no Dia da Árvore de 2010 (ver link).

Curioso foi o facto de, na minha investigação de doutoramento, vir a encontrar na acta de uma reunião de Câmara Municipal de Portimão, uma nota dizendo que os moradores da Rua João Lúcio tinham pedido a substituição das amoreiras «por outras que não prejudiquem o asseio local». A Câmara deliberou mandar saber quantas árvores seriam, para a sua imediata substituição (Acta de 22 dezembro 1976). Uns dias antes do Natal, portanto. A tradição ainda é o que foi.

segunda-feira, abril 12, 2010

Artistas plásticos homenageiam as tílias da Praça

Duas semanas após a acção dos cidadãos de Loulé em defesa das árvores urbanas do concelho, outro conjunto de cidadãos - entre os quais estavam alguns artistas plásticos do concelho - organizaram uma homenagem às árvores abatidas na Praça da República. Os munícipes e visitantes, que no passado sábado passeavam frente à Câmara Municipal ou faziam compras no mercado, ouviram as explicações dos organizadores da iniciativa simbólica em defesa das 16 tílias abatidas. Sobre os cepos das árvores elementos iconográficos como fotos, poemas ou flores, criavam uma ambiente afectivo de respeito pela natureza e pela vegetação arbórea, tão importante para os ambientes urbanos excessivamente poluídos e impermeabilizados e fornecedora de abrigo da avifanua e de sombreamento do espaço público. Alguns cidadãos leram poemas alusivos às árvores (foto de cima) e outros acabaram por se nos juntar, na educação ambiental e cívica tão necessária (foto de baixo).

O livro de condolências da iniciativa assinalou um conjunto de contributos que iremos divulgar, no seguimento da mensagem da pequena Sofia que aqui já se publicou.

quarta-feira, março 31, 2010

Alfarrobeira de sombra

No sábado, dia 27 de Março, estive com outros amigos, meus e das árvores da cidade e do planeta, ocupando com o corpo o que roubaram às tílias da Praça da República, em Loulé. Éramos pequenas sombras negras sobre tocos ainda a seivar, como um prolongamento de vida do solo até um céu possível. Não se distinguiam outras sombras de copas, nem se ouviam chilreios de aves. Só algum burburinho de automóveis desfilando por nós, praça acima. Depois descemos das árvores, como crianças que terminaram uma brincadeira de primavera, para entregar palavras feitas frases e frases tornadas manifesto, a quem governa o município e a quem preside ao país.
No domingo, dia 28 de Março, pude acolher-me do sol, com os meus filhos, sob a copa frondosa da alfarrobeira dos tanques de salga do Ludo, provavelmente uma das descendentes daquelas que deram sombra aos pescadores que encheram muitas ânforas de "garum".
As 16 tílias da Praça da República em Loulé, não darão mais sombra a ninguém.

quinta-feira, março 25, 2010