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segunda-feira, março 16, 2020

Comportamentos e atitudes na pandemia

Entre os conceitos de comportamento e de atitude há grande confusão. O primeiro refere-se a uma ação pontual vísivel em interação. O segundo é mais do que isso, um comportamento arreigado e disponível na prática intrínseca da pessoa. Daí a parafernália de indicações erradas de 'atitude' a propósito de tudo ou nada, sobretudo no mundo da bola.
Há cerca de um mês encontrei um casal a capturar lingueirão com os comuns frascos individuais de sal. Chamei a atenção para a recolha dos mesmos quando acabassem a safra, ao que responderam que tinham sempre esse cuidado. Tem sido habitual encontrá-los às dezenas a boiar na enchente da maré, junto do local onde marisco. Acontece que há dias voltei a encontrar a mesma situação que fotografei e aqui registo.
Será que isto tem alguma coisa a ver com o que se passa na aprendizagem de comportamentos e de atitudes, relativos à pandemia do COVID-19? Não tem nada, e tem tudo!

quarta-feira, novembro 13, 2019

Abrupto no banco de jardim

Durante vários anos, o blog Abrupto (de José Pacheco Pereira) foi leitura obrigatória da blogosfera nacional, até por ser dos primeiros a surgir na época da moda dos blogs, que ocorreu nos princípios deste milénio. Entre tantos textos de interesse, havia a participação regular de um leitor que enviava fotos e pequenos textos de referência climatérica, sobre «a passagem do tempo num banco de jardim de Santo Amaro». Recordei esses posts, quando fotografei este banco de jardim na urbanização da Boa Entrada, em Loulé.

sábado, novembro 02, 2019

A extinção dos passeriformes


Há algumas semanas Carla Tomás, jornalista do Expresso, assinava um texto no jornal sobre o desaparecimento de muitas espécies de flora e de fauna dos montes das serras algarvias. Ouvidos pastores e agricultores concluía pela quase extinção de algumas espécies de passeriformes [aves insectívoras de pequeno porte]. O problema, na altura em que se torna moda falar de ecologia, é preocupante, mas interessa percebê-lo num quadro de maior complexidade. Com o abandono da economia serrana (pessoas, trabalho e vida) as aves migram em busca de habitats mais favoráveis, tal como a espécie humana, e fazem-no há mais tempo do que nós. Por exemplo, é ver os bandos de pardais de vários tipos, ou de pintassilgos, junto das dunas e das praias, alimentando-se de restos de comida, sementes e o que vier ao bico.

Nas caixas-ninho, colocadas na parede norte da minha casa, na cidade de Loulé, destinadas a abrigar criações de chapim-real e mais tarde colonizadas quase sempre por pardal comum, foram criadas esta primavera-verão cerca de 4 posturas em cada caixa, dando origem aos juvenis que hoje vemos a limpar os insectos das periferias, tornando mais limpo o nosso clima.

terça-feira, outubro 29, 2019

Peneireiros nas arribas

Nestas arribas, de argila e arenitos, nidificam peneireiros vulgares. Este ano, na primavera e no verão, alguns casais de peneireiros vulgares colocaram e chocaram os seus ovos nas fendas abrigadas das arribas, depois alimentando e ensinando voo e caça aos juvenis. No pico do verão, quando se instalam centenas de veraneantes nas praias e nos topos das rochas, eles seguem para outras paragens, deixando em silêncio estas escarpas, depois de fazerem ouvir os seus assobios estridentes quando caçam. No próximo ano, talvez voltem.

quarta-feira, outubro 02, 2019

Organismos gelatinosos

(fotos de Deanna Raimundo)

Na minha infância e adolescência brincávamos com estas alforrecas, na Praia da Rocha. Hoje, elas são organismos gelatinosos importantes para a ciência e para o conhecimento das alterações climáticas, que observamos nas costas marítimas, sobretudo nas marés baixas. Este ano fizemos vários avistamentos, de diversos indivíduos, sobretudo de Rhizostoma luteum, quase sempre na Praia da Falésia, no concelho de Albufeira. As imagens e outras informações são enviadas para o projeto 'Gel à Vista', coordenado pelo IPMA e que pode ser visitado aqui (clicar sobre a palavra sublinhada).
Conselho: Não convém tocar!

terça-feira, setembro 24, 2019

Recicla-me, porra

Duas tampas de garrafa de coca-cola. Em cima, uma tampa de garrafa comprada em Portugal; em baixo uma tampa de garrafa comprada em Espanha. Todo um programa ecológico dos fabricantes e distribuidores da bebida conhecida como a bebida do imperialismo americano. Mesmo assim, Portugal mantém uma quota de reciclagem superior à do país vizinho.

terça-feira, abril 09, 2019

O que fazer pelo clima?

Recupero o  texto de Francisco José Viegas, que só li agora, sobre o tema em título (ler aqui). O que ele escreveu foi o mesmo que pensei, na altura quando dei pela ação de alguns jovens das escolas. Em minha casa poupa-se água e energia, separamos lixo orgânico e todos os restantes resíduos sólidos urbanos para o ecoponto, recolhemos lenha e pinhas para aquecimento, não temos ar condicionado, aproveitamos a água da chuva para limpezas e rega de plantas, usamos viaturas em segunda mão, vendemos ou oferecemos o que não nos faz falta, trocamos livros usados, andamos a pé e de bicicleta, enfim... E os meus filhos (jovens naturalmente) fazem parte desta filosofia prática. Por isso, FJV tem toda a razão! Velhos e reacionários, uma ova!

segunda-feira, outubro 29, 2018

Um PCP da esquerda ambiental


Domingo, fim de tarde na ria Formosa, no extremo sul da ponte rodoviária e pedonal da entrada na Praia de Faro. Uma faixa do PCP, identificada com o P de Português a cinzento, exigindo...(clicar na imagem para ler melhor). Um PCP patriótico e de esquerda, quer dizer o quê? Amigo do tráfego e da poluição de monóxido de carbono? Não só, amigo também dos passeios pedestres ao lado de bicicletas e automóveis. Pois claro! Assim se faz a revolução nacional.

quinta-feira, agosto 30, 2018

Petróleos

Para acompanhar a luta contra a exploração de hidrocarbonetos convém ler (é obrigatório) os textos do João Martins sobre o assunto. Atentos, polémicos e sem papas na língua e no corpo. Para quem não sabe, foi ele, e mais uns poucos amigos, que iniciou esse combate, julgo que numa mostra-protesto em Quarteira, quando ainda muito poucos falavam do tema e nós andávamos envolvidos na luta contra as portagens na Via do Infante. Tempos...

domingo, abril 01, 2018

A grande desmatação...?



Começa a ler-se e ouvir-se alguma reflexão sobre o disparate das medidas que estão a ser aplicadas, e que conscientemente ou não, apenas servem o negócio do fogo, a coberto de uma campanha de medo, naturalmente ancorada em evidencias reais dos incêndios passados, sendo mais um contributo para a destruição de 2/3 do País e do seu espaço rural. 
 Joaquim Mealha Costa põe o dedo na ferida, num problema que tem o olhar de políticos e de técnicos enviesado pela árvore, que tapa a visão da floresta (aqui, serve muito bem o saber popular). Diz ele, que algumas vozes dão nota da verdadeira dimensão do problema. E aqui está uma, bem próxima de nós e muito acertada!

domingo, agosto 30, 2015

Cidade lacustre de Vilamoura: milhões de destruição



A 'velha' cidade lacustre de Vilamoura tinha caído por terra, sobretudo pelo impacte ambiental de destruição das dunas, praias e mar entre as Falésias de Vilamoura e de Albufeira. Os novos donos, o Fundo norte-americano Lone Star - mais expeditos e competentes do que os antigos patrões da Catalunya Banc, que já se sabe serem uns abeclas a fazer dinheiro - mudaram a paisagem, e agora em vez do mimetismo do Dubai teremos os lagos de Vilamoura. Os argumentos são dois: o primeiro foi para satisfazer os críticos do impacte ambiental ou os cidadãos e políticos que se opuseram à destruição da interface que resta naquela área. O outro é financeiro, claro. Sempre seriam 100 milhões de euros para infraestruturas. Mas o que irão os promotores fazer? Bom, 315 mil metros quadrados de construção, 1900 unidades residenciais e uma área hoteleira com 3600 camas. Uma área quase igual à que já lá está construída e a que eu fujo sempre (ver com olhos de ver, aqui). 
Para + informações vale a pena ler o Expresso/Economia de 29 agosto 2015.

segunda-feira, dezembro 29, 2014

Demolições na Ria Formosa. E depois?

[Foto de Rui Ochôa no Expresso]

Sim, começaram as demolições de casas nas ilhas e ilhotes da Ria Formosa. Há mais de 20 anos que os sucessivos governos apregoam as demolições de construções em regiões dunares nas ilhas barreira da costa central do Algarve. E por onde começaram as demolições? Pelos ilhotes do Ramalhete (que teve a presença dos sapatos e gravata do ministro da tutela) e pelo ilhote da Cobra, pequenos resíduos de areia nos esteiros da Ria. Agora é só esperar que as máquinas cheguem às ilhas do Farol e de Faro, onde estão as casas de muitos responsáveis políticos, ex-autarcas, ex-governadores, ex-presidentes. Então vamos ver!

sexta-feira, março 21, 2014

Primavera Pessoa

O início da primavera é marcado por nuvens pouco sombrias sobre o monte da mãe soberana, arroteado para as canas dos foguetes da próxima páscoa. Os tomilhos, esses foram ceifados pelas máquinas, e os abelharucos migraram para outros ninhos, noutras barreiras mais calmas.
Dia de Pessoa, também, em Lisboa sua terra de poesia.

terça-feira, março 04, 2014

Privatizar a água ao capital

Para os media, há uma grande surpresa nos contratos leoninos com as parcerias público-privado no setor das águas. Claro que os media reproduzem, muito a posteriori, o que os pensadores alertam. Neste caso também se sabia que os contratos de atribuição da distribuição da água de consumo aos capitais privados só tinha um desiderato: encher os bolsos dos privados amigos das autarquias e dos governos. Os privados ganharam percentagens acima dos 15% e as autarquias ficaram com os riscos, por exemplo o facto de o consumo naturalmente diminuir com o aumento do preço da água. Quando defendemos a recusa de privatização da água de consumo, é também isto que queremos dizer.

segunda-feira, junho 24, 2013

Perigeu da Lua

Lua cheia na órbita mais próxima da Terra, no solstício de verão, sobre as areias da península do Ancão, em Loulé, 23 de junho de 2013.

quarta-feira, abril 03, 2013

Águas de março

Águas, ainda de março, deslizando para o mar, na ribeira do Cadoiço, 
hoje pelas 8:20h da manhã (foto telemóvel)

sábado, janeiro 19, 2013

A natureza criativa contra as portagens

 (Manhã de sábado, 19 de janeiro)
A ventania de sudoeste derrubou os postes de suporte dos cabos elétricos que se alinham por cima da Via do Infante, mesmo ali junto da saída 18, a mais próxima da ponte internacional do Guadiana. A GNR acorreu para levantar cabos e deixar passar as viaturas, a lembrar as danças de salão da burguesia que o povo adotou nas festas de junho. Apenas duas horas depois chegou uma grua, para içar cabos e permitir o desafogo do pouco trânsito neste troço ainda sem portagem, à espera que o ministro da economia se lembre de mais uns tostões para dar às concessionárias exploradoras. Resta dizer que a CUVI é alheia a este ato e não encomendou clandestinamente às massas de ar tamanha estultícia.


domingo, janeiro 13, 2013

Provérbios do mar

Lua deitada, marinheiro em pé! Há uma hora atrás na varanda voltada a sudoeste.

terça-feira, junho 12, 2012

Ovos escalfados

Todos os anos, em época de nidificação, as caixas-ninho recebem, na minha varanda, as posturas de parus major (chapim real) ou de passer petronia (pardal doméstico), muitas vezes em alternância. Claro que os pardais parasitam as caixas quase sempre, empurrando os chapins para outras áreas. A acumulação de material de aquecimento (folhas, trapos, papéis) vai obrigando o nível do ninho a subir e, este ano, dois ovos cairam pelo orificio de acesso à caixa. Teremos menos dois juvenis a rondar a casa.

segunda-feira, abril 02, 2012

Quinta da Ombria sempre na umbria

Pilotos de ralis e especulação imobiliária ficam bem de mãos dadas. Olhem para Markku Alen e a Quinta da Ombria em Querença: o piloto esteve lá a promover o que acha que é a beleza do interior do Algarve. Claro! Ele tem dinheiro para escolher um dos 200 quartos que o empreendimento há 20 anos pretende construir em cima do aquífero mais importante da região. Não, parece que não. Segundo o artigo de Idálio Revez no Público de 31 março, a empresa reduziu para metade, portanto 100, os quartos a que Alen pode aceder. Nós não podemos.