segunda-feira, dezembro 12, 2011

Pórtico arde na Via do Infante, no Algarve

Acabei de dar uma entrevista para a Antena1. Parece que tinha ardido um pórtico de portagens na Via do Infante, em Albufeira. Para a Comissão de Utentes as coisas são claras: condenamos todos os atos que fujam à legalidade democrática, tal como dissemos aquando do incêndio nos 3 pórticos da Via em Abril deste ano e temos reafirmado em diversos momentos. No entanto temos avisado: a insatisfação dos utentes, agravada sistematicamente com as medidas de austeridade previstas no Orçamento de Estado para 2012, vai recrudescer, de variadas formas, que se tornarão incontroláveis. Por isso, a nossa proposta de indignação aos algarvios e algarvias é esta: boicote à Via do Infante, em duas formas: passar sem pagar, para mostrar a injustiça de uma medida que causa mais desemprego e fecho de empresas; viajar na EN 125 para denunciar o caos de tráfego e a permanente sinistralidade de uma via que não foi sequer reclassificada, como prometido. Desde o passado dia 8 é isto que acontece: a Via do Infante está vazia e a 125 cheia de tráfego.
O governo só tem uma medida a tomar: suspender de imediato a cobrança de portagens na Via do Infante.

4 comentários:

Lilith disse...

Muito bem, gostei de te ver na SIC a falar sobre as portagens.
Beijinhos
Otilia

João Martins disse...

Olá Helder,

Para quando uma petição a exigir a suspenção de portagens na Via do Infante? O que achas da ideia? Fará sentido já?
Abraço

João Martins

HFR disse...

Em breve a Comissão de Utentes deve reunir e essa, entre outras questões, deve ser uma questão a discutir.
Abraço. Helder.

*JjS* disse...

"condenamos todos os atos que fujam à legalidade democrática"

Há uma diferença entre dizer que a Comissão se demarca/ não reconhece como seus estes actos/ não os pratica nem incentiva e "condenar". Quem é que pediu esse julgamento? A "legalidade democrática"?
O que se passa é que foi declarada guerra aos cidadãos cumpridores dos seus deveres sociais (e não só com as portagens) e em nome da recuperação da legalidade democrática vilipendiada pelo bando "passos-relvas-a-gaspar", é legítimo -legitimidade revolucionária (lembram-se?)que se reaja. Discuto se são as formas mais adequadas e/ou eficazes, mas isso é mera questão de estratégia. Em nome do sacrosanto respeito pela "legalidade" devíamos comer e calar? Quando propomos a desobediência civil, não estamos a romper com essa dita "legalidade"?

Todo o apoio à desobediência civil e ao uso da N125.
Seria interessante motivar todos aqueles que se desviam para a 125 fizessem disso também manifestação. Proponho: APITO SOLIDÁRIO. Uma forma de os condutores dizerem uns aos outros e também às povoações que atravessam "estamos aqui porque nos roubaram uma estrada!".
E pronto. E ao pessoal dos tiros, diria que seria boa ideia abrirem uma campanha "um cartucho de zagalote contra os pórticos". Estamos no natal e as pessoas no seu espírito de bem fazer estão muito abertas a dar a quem precisa.
Abraço