segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Conversa barroca sobre tomates

As conversas de café são uma das fontes de inspiração fundamentais para a blogosfera. Não há blogger que o não saiba. São curtas, voyeuristas e anónimas. Alguns dos posts aqui colocados vieram dessa inspiração. Algumas podem mesmo ser colocadas em discurso directo:

Ele (ao telemóvel): Preciso que me substituas as lâmpadas da loja em Lagoa. Agora, que 'eles' puseram as portagens na Via do Infante a partir de 15 de Abril, vamos ter muito mais gente a passar por lá!
A isto se chama um empresário atento, venerando e obrigado ao governo do PS. O capitalismo vive da desgraça dos outros e nada como criar mais crise para inventar alternativas de negócio mais iluminadas. Mas esta conversa (verdadeira) ouvida, hoje em Quarteira, da boca de um empreendedor que também disse ter uma loja em Loulé, obteve um belo remate da companhia que, com ele, partilhava uma fresca cerveja:

Ela (para ele): Por que carga de água é que tenho de ser eu a ir fazer essas compras? Vai tu, que passas o tempo a coçar os tomates!

Verdadeiramente, penso que ela é que os tem no sítio.

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