terça-feira, dezembro 30, 2008

Mestre Ilídio

Soube, pelo Almeida, do fenecimento do mestre Ilídio (era assim que o tratava), caldeireiro de Loulé. Conheci-o há muito tempo, quando comecei a interessar-me pela investigação das coisas artesanais do Algarve, ainda não vivia nesta cidade. Mais tarde, tive a oportunidade de conviver mais de perto com ele, aquando da organização das Feiras de Artesanato e da Serra. Era um homem crítico, sobre a política e as artes e é assim que o recordo, mais do que como artesão de cataplanas e de outros artefactos em cobre, pois, cada um de nós quando morre deixa os seus saberes na terra. Quer seja para aprendizagem, quer seja para memória futura. Quando passar pela Rua da Barbacã continuarei a olhar para a loja, ao meu lado esquerdo, e a cumprimentá-lo, como sempre fiz.

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