A destruição do jardim Charles Bonnet, em Loulé, continua a suscitar o interesse da imprensa e da blogosfera. O problema já não está circunscrito a Loulé. Miguel Ramalho escreve crónica sobre o tema no jornal «Expresso». O "Dias com Árvores", um blogue sempre atento à respiração ecológica, divulga o assunto a nível nacional [Obrigado, pela informação, ao António].
2 comentários:
Dos meus curtos 22 anos, cerca de 12 foram passados quase diáriamente na cidade de Loulé. É incrivel como nunca ouvi falar num Jardim Bonnet!! A associação ambientalista que denunciou o que é no seu entender um atentanto ambiental nunca se preocupou com esse espaço. Algumas plantas por lá plantadas e á muito secas e "mortas", um ninho de ratos, cobras e outroa animais, um espaço morto com casas em ruinas sem interesse histórico de um senhor que passou passou meia duzia de natais em loulé (não querendo por em causa o seu natural valor)... por isso não se pode lá fazer, provisoriamente, um estacionamento? Que postriormente para alem do projecto imobiliário irá contemplar uma area verde?
Tornar isto uma cruzada nacional?
O timming destes "escandalos", causados com beneficios duvidosos de quem os lança, descredebiliza instituições e pessoas. Há que reflectir o que é necessário e o que é acessório.
Gostava de ver tanta indignação quando o Hospital Central do Algarve e a Faculdade de Medicina foram, cuidadosamente e encobertamente, colocados numa gaveta.
Cumprimentos,
Bruno Inácio
Bruno, os factos não podem ser vistos só do ponto de vista do pragmatismo da economia, isto é, da função prática dos espaços e do seu valor enquanto bens materiais. É evidente que se pode pôr em causa o actual valor de uma casa e de um jardim abandonado. Mas o que interessa sobremaneira é o seu valor simbólico, porque é dos simbolismos que hoje vivemos; são eles que nos alimentam os valores, todos aqueles que não são meros valores fungíveis, não é? Por isso, o problema do jardim Charles Bonnet - sobre o qual ainda não dei a minha opinião pessoal - é um problema que deveria ter sido discutido com a cidade, enquanto tal, enquanto valor simbólico de ecologia e civilização.
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