Segundo o governo, o horário semanal dos professores passará a ser de 35 horas na escola, portanto, sete horas por dia. Acrescente-se, o trabalho do professor fora da escola, na preparação de aulas, avaliações, pesquisas, etc. Das duas uma: ou o dia do professor tem mais de 24 horas; ou o professor vai ter de reduzir, ou mesmo eliminar, o trabalho pedagógico e didáctico fora da escola. Aposto na segunda, com as consequências que esta medida parece querer eliminar. Serão os alunos, mais uma vez, que irão perder. Quem não trabalha, não devia legislar!
3 comentários:
Parece-me que a nova legislação não diz exactamente isso...o horário irá aumentar na escola mas não para as 35 horas. De qualquer modo, também não tenho dúvidas de que o horário actual já é bastante...
Eu acho que o nosso santo governo erra nos meios para atingir fins louváveis. Não é acabar com as férias dos juízes, por exemplo, nem com o "escândalo" das 24 horas semanais dos professores, que se põe a trabalhar esta "gente", apagendo que há um trabalho, náo visível,mas essencial, não mensurável, mas indispensável, de preparação, de reflexão, fora da barra ou fora da aula.
Pelo contrário, há uma outra maneira, mais subtil e mais eficiente, para atingir a dignificação da função destes proficionais, a qual seria a da avaliação do desempenho. Quando todos sentissem que a redução da rima de processos diminui numa secretária ou que os aqueles alunos são ocupados, não com "furos", mas com entusiasmo, teremos uma justiça célere e uma educação eficaz. fcr.
Emendo: onde está "teremos" leia-se "teríamos".fcr
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